Autarquia encontra solução para atletas do Valonguense que treinavam no Estádio Municipal interditado

A interdição da utilização do Estádio Municipal por parte da autarquia, por razões de segurança, deixou mais de 350 atletas da União Desportiva Valonguense (UDV) sem local para treinar. Câmara apresentou agora nova solução: a escola António Ferreira Gomes e o Complexo Desportivo dos Montes da Costa, em Ermesinde.

Os treinos foram retomados esta terça-feira, dia 21, e vão decorrer de forma alternada entre os dois espaços da cidade de Ermesinde. De segunda a sexta-feira, podem contar com os relvados sintéticos da António Ferreira Gomes e à quinta-feira os escalões de formação podem usar o espaço dos Montes da Costa.

Ficou ainda decidida outra cedência: os jogos de futebol 11 em que o Valonguense tiver de receber os adversários em casa vão ter lugar no Estádio do Calvário. O custo de manutenção desse relvado vai ser assegurado pela autarquia.


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Aquando da notícia da interdição do Estádio, a direção da UDV lembrou a importância deste equipamento, uma vez que, “caso não seja encontrada uma alternativa viável, estes atletas poderão ver-se obrigados a procurar nos concelhos vizinhos soluções para a prática da modalidade”.

A equipa disse ainda acreditar “na boa fé da Autarquia em encontrar uma solução a curto prazo que respeite atletas, pais, famílias, dirigentes e equipas técnicas, mas também o bom nome deste clube com mais de 85 anos de vida. Não queremos que este seja o início do fim de um clube quase centenário que muito tem dignificado o Concelho de Valongo”.

A reconstrução do Estádio Municipal de Valongo

Encontradas as soluções alternativas, a Câmara Municipal vai avançar com a reconstrução do campo. Os abatimentos no relvado vão ser corrigidos numa empreitada com um investimento estimado de 700 mil euros. Concluído o projeto, será lançado o concurso público. A previsão é de que o estádio esteja pronto dentro de um ano.

Recorde-se que o Estádio Municipal de Valongo foi construído numa zona (Outrela) onde existiam minas de extração de Ardósia e muitos poços de ventilação dessas minas. Essa zona foi aterrada e foi sobre esse aterro que se ergueu o equipamento desportivo “por decisão do anterior executivo”, sublinha a Câmara em comunicado de imprensa. 

A autarquia esclarece ainda que “o atual Executivo Municipal tem vindo nos últimos nove anos a tentar mitigar este grave problema herdado de anterior gestão autárquica” através de “intervenções corretivas pontuais nas áreas que abatem”.

Na sequência da interdição do Estádio Municipal, a Câmara de Valongo deixa claro que “o que se está a passar no subsolo é grave e o risco de novos abatimentos é iminente”.