Câmara prolonga financiamento da Escola do Xisto até dezembro
Município continua sem respostas do Governo e da Segurança Social
O Município de Valongo vai prolongar até 31 de dezembro de 2026 o apoio financeiro ao projeto “Escola do Xisto – O Nosso Mundo”, assegurando a continuidade das respostas sociais, educativas, ocupacionais, socioprofissionais e de ocupação de tempos livres destinadas a menores e maiores de idade com deficiência e/ou incapacidade.
Para Paulo Esteves Ferreira, presidente da Câmara de Valongo, “esta proposta implica um grande esforço financeiro do Município, um esforço que é necessário tendo em conta que queremos assegurar que a Escola do Xisto continua, mas que é injusto porque não temos respostas do Estado central para esta situação” avisando que a falta de esclarecimentos do Governo já leva “demasiado tempo”.
A proposta do Executivo foi aprovada em reunião da Câmara Municipal e permite manter as atividades até dezembro deste ano, num investimento de mais de 113 mil euros. A prorrogação surge na sequência de uma primeira decisão que aprovou, em abril, o financiamento integral do projeto por um período de quatro meses.
Em agosto, a Escola do Xisto contou com a visita do diretor Distrital da Segurança Social do Porto, Fernando Paulo, que teve oportunidade de conhecer as respostas, os participantes e a equipa multidisciplinar de 15 profissionais responsável por assegurar toda a estrutura. O responsável reiterou que têm sido estudadas opções e alternativas de financiamento para manter a viabilidade do projeto.
Valongo aguarda há vários meses por uma resposta do Governo e da Segurança Social sobre o futuro da Escola do Xisto. No seguimento de uma reunião com a secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, o presidente da Câmara tinha alertado para a necessidade de manter o projeto com todas as suas valências.
“Não existem respostas similares no Município, designadamente para menores com deficiência e/ou incapacidade, e por isso é essencial evitar que estas pessoas fiquem sem uma intervenção que é tão necessária para o seu dia a dia. É isso que a Câmara irá fazer na medida das suas possibilidades, mas precisamos de ter uma resposta do Estado central para avaliar como serão os próximos anos”, ressalva Paulo Esteves Ferreira, presidente da Câmara e responsável pelo pelouro da Ação Social.
Com esta decisão, o Município de Valongo reafirma o seu compromisso com a continuidade de respostas essenciais à inclusão e ao acompanhamento de pessoas com deficiência e/ou incapacidade., garantindo que a transição entre modelos de financiamento não compromete o trabalho desenvolvido junto dos participantes e das suas famílias.
Entretanto na próxima edição em papel do JNR (a sair dia 24) vamos publicar uma entrevista com Carla Caetano, presidente da AVA, entidade que está a gerir este projeto.


