A Infraestruturas de Portugal (IP) prevê iniciar, no segundo trimestre deste ano, a ambiciosa obra de alargamento para quatro vias do troço ferroviário entre Contumil e Ermesinde. O projeto, que representa um investimento global que pode atingir os 219,5 milhões de euros, visa duplicar a capacidade atual da Linha do Minho nesta zona estratégica do Grande Porto, permitindo separar o tráfego das linhas do Douro e do Minho e aumentar a fiabilidade dos serviços ferroviários a norte do rio Douro.
O arranque dos trabalhos está agora dependente da conclusão de processos de fiscalização e da obtenção do visto prévio do Tribunal de Contas para o contrato de sinalização. Esta componente específica foi adjudicada à Siemens Mobility por 25 milhões de euros, através de ajuste direto. A IP justifica a decisão com a exclusividade tecnológica da empresa, detentora de patentes essenciais para garantir a segurança e a compatibilidade dos sistemas existentes, evitando custos acrescidos e riscos operacionais que uma substituição integral de tecnologia implicaria.
No terreno, a intervenção terá um impacto direto na paisagem urbana, estando previstas as demolições de 87 edifícios, incluindo cerca de 15 habitações. No entanto, o projeto traz melhorias nas infraestruturas de apoio aos passageiros, nomeadamente a beneficiação do apeadeiro de Águas Santas/Palmilheira e da estação de Rio Tinto. Esta última será alvo de uma profunda modernização, passando a estar ligada à estação de metro da Campainha através de uma nova alameda pedonal e de um parque de estacionamento, reforçando a intermodalidade na região.
Para além da empreitada principal de 150 milhões de euros, a IP já avançou com o investimento de 7,6 milhões de euros em materiais como carris e travessas, além de ter alocado 6,4 milhões de euros para as expropriações necessárias ao avanço da via.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o JNR, relativas ao Grande Porto? Envie para noticias@jornalnovoregional.pt


