A partir de amanhã, dia 25, e até ao dia 27 de julho, Alfena celebra as Festas em honra de Nossa Senhora do Amparo, num dos momentos mais emblemáticos da identidade e devoção popular da cidade: o tapete florido de três quilómetros, construído com arte, devoção e união pela comunidade local.
Durante semanas, dezenas de grupos de Alfenenses – dos mais idosos às crianças – preparam com dedicação cada detalhe do tapete, composto por pétalas, sal, serrim colorido, desenhando à mão, figuras geométricas e religiosas. O resultado é um percurso visualmente deslumbrante, que cobre integralmente o trajeto entre a Igreja Matriz de Alfena e a Capela da Senhora do Amparo, por onde passa a tradicional procissão de domingo, o ponto alto das festividades.
“Este tapete é um verdadeiro símbolo de Alfena. É feito pelas mãos de todos: avós, pais, filhos, netos. Trabalhamos madrugada dentro, com amor e devoção, para honrar a nossa Mãe do Céu”, afirma o presidente da Junta de Freguesia de Alfena, Luís Miguel Caetano. “É uma manifestação única de devoção, arte e comunidade que emociona quem participa e quem visita”, acrescenta.
As festividades têm início oito dias antes da grande procissão, com a Procissão das Velas, que leva a imagem de Nossa Senhora do Amparo da capela até à Igreja Matriz. No último domingo de julho, a imagem regressa à capela, num cortejo solene que mobiliza toda a freguesia e atrai milhares de visitantes.
A construção do tapete começa na noite de sábado para domingo, logo após o arraial, e estende-se madrugada dentro. Os trabalhos, minuciosamente organizados, envolvem o transporte e aplicação dos materiais recolhidos e preparados ao longo do mês, como pétalas cuidadosamente separadas por cor, sal pintado e moldes desenhados com antecedência.
A tradição remonta a tempos antigos, tendo evoluído de um simples tapete de verdes para o atual espetáculo de cor e detalhe que, desde 2007, estabeleceu um contínuo artístico entre estes dois polos religiosos da cidadecomo um contínuo artístico entre os dois polos religiosos da cidade.
“É uma noite em que Alfena não dorme. E é precisamente isso que torna esta festa tão especial. Quando, no domingo, a procissão percorre o tapete, sentimos que cada flor, cada cor ali colocada é uma oração, uma homenagem viva à Senhora do Amparo”, conclui Luís Miguel Caetano.
As festas culminam com a Missa Solene na Capela, logo após a chegada da procissão, e com animação musical e cultural durante a tarde. Mas o que fica, ano após ano, é o orgulho e a união de um povo que, com fé e mãos firmes, transforma as ruas da sua cidade num verdadeiro altar de flores.


