Santo Tirso ativa Dispositivo Municipal de Defesa da Floresta com foco na prevenção e vigilância até setembro

A cidade de Santo Tirso arrancou oficialmente com o Dispositivo Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, num reforço claro do compromisso com a prevenção e a segurança do território durante os meses críticos de verão.

Entre 1 de junho e 30 de setembro, estarão no terreno quase 30 equipas dedicadas à vigilância e primeira intervenção, integrando bombeiros, sapadores florestais, forças de segurança, juntas de freguesia e parceiros da indústria, como a Associação de Empresas do Setor Papeleiro. O objetivo é simples e firme: manter o número de incêndios rurais em mínimos históricos e minimizar os danos sempre que surjam ocorrências.

“Estamos preparados, estamos vigilantes e estamos juntos”

Na apresentação do dispositivo, o presidente da Câmara Municipal, Alberto Costa, frisou a importância da antecipação no combate aos incêndios:


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“A melhor forma de combater um incêndio é evitá-lo. E essa missão começa muito antes do verão”, disse, sublinhando o papel da limpeza de terrenos, do ordenamento florestal e do envolvimento ativo da população.

O autarca deu nota do trabalho já realizado em 2025, com 150 hectares de áreas intervencionadas até à data, dos quais 60 hectares resultam da ação direta do Município. As restantes limpezas foram executadas por entidades com competências próprias, reforçando a articulação entre níveis de responsabilidade.

Alberto Costa valorizou ainda a atuação das juntas de freguesia, cuja proximidade com os cidadãos tem facilitado a resposta a situações de risco e a gestão de queimadas. “A descentralização tem sido uma aposta ganha”, afirmou.

Um dispositivo articulado e multifacetado

O plano agora em marcha inclui:

  • Três corporações de bombeiros (equipas permanentes e florestais);
  • Sapadores florestais e logística de combate;
  • GNR e PSP, com patrulhas regulares e equipas de proteção florestal;
  • Polícia Municipal e equipas da Junta de Freguesia de Agrela;
  • Meios especializados, como patrulhas a cavalo da GNR, retroescavadoras e máquinas de rasto;
  • Colaboração com o setor privado, nomeadamente com empresas de celulose.

O dispositivo estará operacional até ao final de setembro, ajustando-se conforme a evolução do risco e das condições meteorológicas. A vigilância, que será reforçada nos períodos de maior alerta, é acompanhada por ações de sensibilização junto das comunidades locais.

Santo Tirso reafirma, assim, a sua estratégia de prevenção ativa e cooperação entre entidades, mantendo a floresta como prioridade coletiva.

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