Rádio Popular – Paredes – Boavista integra 51.ª edição da Volta ao Algarve

Fotografia de destaque: DR/Federação Portuguesa de Ciclismo

A Rádio Popular – Paredes – Boavista é uma das equipas que integra a 51.ª edição da Volta ao Algarve, que este ano volta a reunir alguns dos melhores ciclistas do pelotão internacional.

A Federação Portuguesa de Ciclismo destaca que a prova foi considerada a “melhor corrida mundial por etapas do circuito UCI ProSeries em 2023 e 2024”, e conta com 25 equipas.

Refira-se que a primeira etapa da 51.ª Volta ao Algarve, agendada para esta quarta-feira, entre Portimão – Lagos, numa extensão de 192,2 km, foi anulada por decisão do Colégio de Comissários.

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A Federação Portuguesa de Ciclismo destaca, em comunicado, que “ na aproximação à meta, instalada em Lagos, o pelotão ficou dividido e uma grande parte dos corredores acabou por tomar uma trajetória errada, seguiu pelo desvio dos carros de apoio e falhou a passagem na meta”.

“O Colégio de Comissários interpretou o regulamento e, perante o sucedido, decidiu anular a etapa por considerar que a verdade desportiva não prevaleceu no final. Toda a informação técnica era clara no sentido de que os corredores deveriam seguir pela esquerda na última rotunda”, lê-se na nota de imprensa.

Citado em comunicado, Sérgio Sousa, diretor da Volta ao Algarve, refere que alguns ciclistas seguiram “pela direita, numa faixa paralela à reta da meta”.

” Foi uma decisão errada do pelotão, mas é evidente que não teremos feito o suficiente para evitar este desfecho, que muito lamentamos”, avisa.

A Federação Portuguesa de Ciclismo esclarece que face à “neutralização da etapa, o pelotão vai partir esta quinta-feira para a 2.ª etapa da Volta ao Algarve com o cronómetro a voltar ao zero”.

A tirada liga Lagoa ao Alto da Fóia (Monchique), numa extensão de 177,6 quilómetros.

Refira-se que a segunda etapa tem uma extensão de 177.6 quilómetros a “pedalar, com uma parte final especialmente dura e nova: ao contrário do que acontecia em anos anteriores, a subida final faz-se pela vertente norte da serra, com zonas de inclinação menos constantes e alguns troços de maior dificuldade”.

“Nos últimos metros antes da meta as pendentes chegam a ser de 9.8 por cento e, antes, a 3.5 quilómetros do fim, dá-se a fase mais complicada da subida, com um quilómetro de pendente média a rondar os dez por cento”, declara a federação no comunicado que enviou para os órgãos de comunicação social.

A etapa de sexta-feira liga Vila Real de Santo António a Tavira, numa extensão de 183.5 quilómetros e está “desenhada para que os sprinters sejam novamente quem mais brilha”.

A quarta etapa está agendada para este sábado, numa ligação entre Albufeira até Faro, numa extensão de 175 quilómetros.

“O desenho da corrida pode permitir que a vitória final seja discutida novamente por sprinters – caso consigam passar por alguns momentos de dificuldade –, mas também pode sorrir aos especialistas em clássicas ou até aos principais candidatos da classificação geral”, reforça a estrutura que gere o ciclismo nacional.

“Num dia em que já há uma passagem pelo Malhão, as três contagens de montanha que estão previstas nos últimos 50 quilómetros prometem oferecer ainda mais espetáculo”, sublinha ainda salientando que a “grande novidade desta 51.ª etapa da Volta ao Algarve está reservada para o quinto e última dia: a corrida volta a terminar no Alto do Malhão, mas desta vez com um contrarrelógio de 19.6 quilómetros que começa em Salir”, lê-se na nota explicativa que aquela estrutura nos enviou.

“Desses quase 20 quilómetros, 17 serão praticamente planos e os últimos três já serão a subir, com uma inclinação média de 9.2 por cento”, adianta.

Das 25 as equipas presentes nesta prova, 13 são a nata da nata, ou seja, o World Tour, três são ProTeams e as nove continentais são todas portuguesas.