Autarca de Gondomar preocupado com possível encerramento da esquadra da PSP de Valbom

O presidente da Câmara de Gondomar, Luís Filipe Araújo, revelou hoje à Lusa que o encerramento da esquadra da PSP na freguesia de Valbom está a ser equacionado pelo Governo a quem vai expor o seu inconformismo.

“Enquanto presidente da câmara, chegou ao meu conhecimento que está a ser equacionado, não apenas em Gondomar, mas, também, nos municípios à volta, o encerramento de esquadras, porventura, à conta da diminuição dos efetivos e da incapacidade da PSP de servir as populações, como é necessário que aconteça”, revelou o autarca do distrito do Porto.

A esquadra da PSP de Valbom foi inaugurada em julho de 1979, no mandato de José Luís Araújo, pai do atual presidente da autarquia, revelou à Lusa o presidente da União de Freguesias de Gondomar, que abrange as freguesias de São Cosme, Valbom e Jovim, António Braz.


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Desde essa data, a esquadra funciona nas instalações da junta de freguesia, indicando António Braz que, “no último ano, com alguma frequência, tem havido períodos diurnos e noturnos em que a esquadra fecha devido à falta de efetivos”.

A esquadra de Valbom pertence à Divisão de Gondomar, que é composta por “cerca de quatro dezenas de efetivos, sendo que cerca de uma dezena estão, normalmente, em Valbom”, contou o presidente da união de freguesias.

Luís Filipe Araújo disse não se conformar com a situação, que atribuiu “à redução do número de efetivos, nos últimos anos, em Gondomar” e advertiu que “a resposta não é fechar esquadras, mas repor os números necessários para que a população tenha a segurança que merece”.

Na reunião que teve esta semana com o comandante da Divisão de Gondomar da PSP, o intendente Manuel Fernandes, o autarca revelou que “não foi avançada nenhuma data” para o encerramento da esquadra.

“A PSP ficar com menos agentes e a resposta ser encerrar as quadras, desculpem lá, é ver tudo ao contrário. Não, a resposta é reforçar os agentes. Temos de trabalhar para que isso seja possível”, criticou o autarca que defende uma reflexão sobre o que se “quer para os serviços essenciais do Estado”.

A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, revelou quarta-feira ter recebido a garantia de que os 200 novos polícias que vão reforçar, em dezembro, o comando metropolitano da PSP do Porto vão ser distribuídos de forma equitativa pelos concelhos da Área Metropolitana do Porto (AMP).

Luís Filipe Araújo disse que vai “estar atento à sua concretização”.

“Vou ainda hoje pedir uma audiência ao ministro da Administração Interna para dar-lhe nota da situação que se passa em Gondomar”, revelou Luís Filipe Araújo.

Questionado sobre qual é a realidade de Valbom em matéria de criminalidade, o autarca defendeu que, “mais do que os números, importa acompanhar situações concretas que causam alarme e insegurança numa ou noutra comunidade local”, frisando que há que “estar à altura de debelar de imediato essas situações”.

“Precisamos da PSP e da GNR, que têm sido absolutamente decisivos nas nossas comunidades e não podemos abdicar da ajuda deles. (…) Mesmo em situações mais difíceis para nos pronunciarmos como é a questão dos vencimentos, que são baixos para a vida que eles têm, para os riscos que correm e para aquilo que cada um de nós exige das forças de segurança”, acrescentou.

A Lusa enviou, também, perguntas à PSP do Porto, mas até ao momento não obteve resposta.