Fica aqui o apelo dos responsáveis da associação, numa altura em que a sobrevivência está em causa:
“A Associação Mais Valongo precisa da sua ajuda. Antes que seja tarde demais.
Há momentos em que o silêncio pesa mais do que as palavras. Este é um deles.
Ao longo dos últimos anos, a Associação Mais Valongo tem sido um porto de abrigo para dezenas de famílias que enfrentam dificuldades.
Graças à solidariedade da comunidade, de voluntários e de quem nunca ficou indiferente, conseguiu levar alimentos, esperança e dignidade a quem mais precisava.
Se nada mudar nas próximas semanas, a Associação Mais Valongo será obrigada a encerrar a sua atividade por falta de apoios e de pessoas que possam assegurar o seu funcionamento.
Este encerramento terá consequências dramáticas.
Setenta famílias deixarão de receber o seu cabaz alimentar mensal, um apoio que representa muito mais do que alimentos. Representa tranquilidade, esperança e a certeza de que não estão sozinhas.
Além disso, entre 30 e 40 pessoas, todas as semanas, deixarão de ter acesso aos excedentes alimentares recolhidos pela associação e que fazem a diferença entre ter ou não comida na mesa.
Por detrás destes números existem rostos, crianças, idosos, pessoas doentes, desempregados e famílias que lutam diariamente para sobreviver.
A Associação Mais Valongo não quer fechar portas. Quer continuar a abrir portas a quem mais precisa.
Mas não o conseguirá, sem a ajuda da comunidade.
Precisa urgentemente de:
Voluntários que possam dedicar algumas horas do seu tempo.
Empresas e entidades que queiram apoiar esta missão.
Donativos que permitam manter a sua atividade.
Pessoas que divulguem este apelo para que ele chegue a quem possa fazer a diferença.
A solidariedade nunca foi responsabilidade de uma única pessoa. É uma construção de todos.
Se cada um der um pouco, ninguém ficará sem nada.
Hoje apelam ao coração da comunidade.
A Associação Mais Valongo precisa de si. As famílias que ajudam também.
Junte-se a nós. Seja parte da solução.
Porque quando uma associação solidária fecha, não é apenas uma porta que se encerra. É uma esperança que se apaga.”



