Este fim de semana: Bombeiros de Ermesinde comemoram 105 anos

Os Bombeiros Voluntários de Ermesinde comemoram este fim de semana 105 anos de existência.

O programa completo está no cartaz que inserimos abaixo:

Entretanto fique com um resumo da entrevista ao presidente da direção, Arnaldo Soares, (com o Comandante Emanuel Santos a apoiar), que poderá ler na integra na edição em papel do JNR alusiva aos 36 anos da cidade de Ermesinde, a sair para a semana.


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Neste excerto da entrevista, Arnaldo Soares diz que se lhe fosse dada oportunidade de pedir uma prenda neste aniversário, pediria “um quartel novo”, porque, diz: “o atual quartel começa a revelar limitações para responder às necessidades da corporação. Temos mais viaturas, mais operacionais e mais exigências do que aquelas que existiam quando estas instalações foram concebidas.
Um novo quartel permitiria melhores condições de trabalho, melhor organização operacional, maior capacidade de alojamento e mais eficiência na resposta às emergências. Além disso, deveria ser um edifício moderno, energeticamente eficiente e preparado para funcionar mesmo em situações extremas.
É um sonho antigo, mas acreditamos que poderá tornar-se realidade no futuro.
A principal preocupação continua a ser o bem-estar dos bombeiros?
Sem dúvida. O mais importante numa instituição são as pessoas.
Os bombeiros enfrentam diariamente situações de risco e de grande exigência emocional e física. A nossa obrigação é garantir que dispõem das melhores condições possíveis para cumprir a sua missão em segurança.
Apesar das limitações das instalações, temos realizado diversas obras de melhoria recorrendo, muitas vezes, ao trabalho voluntário dos próprios bombeiros. Esse espírito de colaboração é uma das grandes forças da instituição.
A Escola de Infantes e Cadetes continua a ser uma aposta?
Sim. É uma aposta estratégica para o futuro.
A escola tem desenvolvido um excelente trabalho na formação dos mais jovens e conta atualmente com um número significativo de participantes. Criámos instalações específicas para acolher esta atividade e continuamos a investir na sua melhoria.
Acreditamos que é através destes jovens que garantiremos a continuidade dos valores do voluntariado e da missão dos bombeiros.
Como avalia o apoio das entidades públicas à corporação?
Mantemos uma boa relação com as juntas de freguesia e com a Câmara Municipal.
No caso da Câmara, é justo reconhecer que houve uma evolução muito significativa dos apoios nos últimos anos. Atualmente existe um apoio financeiro importante, bem como o pagamento de seguros e a comparticipação das Equipas de Intervenção Permanente.
Naturalmente, quem vive a realidade dos bombeiros sente sempre necessidade de mais apoio, porque as despesas são enormes e permanentes. Ainda assim, é importante reconhecer o esforço que tem sido feito.
E os apoios do Estado e das entidades nacionais são suficientes?
Houve melhorias nos últimos anos, quer através da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, quer através do INEM. Contudo, esses apoios continuam longe de garantir tranquilidade financeira às corporações.
Muitas vezes fala-se em subsídios, mas a realidade é que os bombeiros prestam serviços essenciais ao Estado. Se essas missões tivessem de ser asseguradas diretamente por estruturas públicas, os custos seriam substancialmente superiores.
O funcionamento diário continua a exigir um enorme esforço de gestão e uma grande capacidade de superação por parte de todos.
Existem reivindicações concretas apresentadas às entidades locais?
Sim. As duas corporações do concelho apresentaram em conjunto propostas de reforço dos protocolos existentes com a Câmara Municipal.
Também defendemos a criação de um conjunto de benefícios sociais destinados aos bombeiros, especialmente aos voluntários. Entre as medidas propostas estão apoios relacionados com equipamentos municipais, habitação e outras formas de reconhecimento pelo serviço prestado à comunidade.
Acreditamos que estas medidas poderão contribuir para valorizar o voluntariado e incentivar mais pessoas a integrarem os corpos de bombeiros.
Que mensagem gostaria de deixar à população?
A mensagem é de gratidão.
Os bombeiros estarão sempre disponíveis para servir a comunidade, seja em situações de emergência, de prevenção ou de apoio a eventos.
No entanto, a sobrevivência das associações humanitárias depende cada vez mais do envolvimento da sociedade e das instituições. Os equipamentos são extremamente caros, os custos operacionais continuam a aumentar e as exigências são cada vez maiores.
Por isso, o apoio da comunidade é indispensável. Os bombeiros estarão sempre ao lado da população, mas também precisam que a população continue ao lado dos bombeiros”.