PJ desmantela esquema de criptoburla em Valongo e Avintes: prejuízo supera os 2 milhões de euros

A Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Norte, deteve duas mulheres, de 51 e 52 anos, suspeitas de liderarem um sofisticado esquema de burla qualificada e branqueamento de capitais. As detenções ocorreram nas localidades de Valongo e Avintes (Vila Nova de Gaia), pondo fim a uma atividade criminosa que lesou dezenas de cidadãos.

O valor global da fraude ultrapassa os dois milhões de euros, dividindo-se entre um esquema de 1,5 milhões e outro de 500 mil euros.

O “Modus Operandi”: Das contas bancárias aos criptoativos

Segundo a investigação, as arguidas operavam há pelo menos dois anos, com especial incidência durante o ano de 2024. O esquema seguia passos bem definidos para ludibriar as vítimas e as autoridades:


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  • A Enganação: As vítimas eram convencidas a realizar investimentos em criptoativos, transferindo dinheiro para contas controladas pelas suspeitas.
  • Gestão de Contas: Foram abertas dezenas de contas bancárias para receber os fundos. Quando os mecanismos de segurança bancária bloqueavam as contas, as detidas instrumentalizavam os próprios filhos e outros familiares para abrirem novas contas e perpetuarem o crime.
  • Dissipação e Branqueamento: Para ocultar o rasto do dinheiro, as quantias eram transferidas para instituições financeiras no estrangeiro e, posteriormente, convertidas novamente em criptomoedas.
  • Uso Pessoal: Além do branqueamento, parte do dinheiro era utilizado diretamente pelas arguidas para pagar despesas correntes e proveito próprio.

Vítimas e Evidências

Os números da investigação revelam a escala do impacto social desta fraude:

  • Arguida 1: Associada a 19 burlas.
  • Arguida 2: Associada a 31 vítimas, tendo recebido mais de metade do valor total angariado ilicitamente.

Durante as buscas domiciliárias, os inspetores da PJ apreenderam um vasto arsenal de provas, incluindo material informático, dezenas de cartões bancários e documentação financeira detalhada.

Próximos Passos

As duas detidas serão presentes a primeiro interrogatório judicial para a aplicação das medidas de coação. A PJ continua a investigar a possível participação de outros intervenientes na rede e a tentar localizar a totalidade dos ativos dissipados em plataformas internacionais.