Numa das operações mais expressivas deste início de ano, a Polícia de Segurança Pública (PSP), através do Comando Metropolitano do Porto, desferiu um golpe profundo numa rede organizada de tráfico de estupefacientes que operava à escala nacional. A operação, concluída esta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, resultou na interrupção de um fluxo vital de droga que alimentava vários bairros do Norte do país.
A investigação, que corria desde 2023 sob a alçada do DIAP de Vila Nova de Gaia, revelou uma estrutura sofisticada onde Lisboa servia de centro logístico e o Porto de principal mercado de escoamento.
A “Logística do Crime”: De Lisboa para o Minho
O que começou por ser uma investigação sobre pequenos grupos de venda direta no Porto, rapidamente revelou uma teia mais complexa.
- O Grupo de Lisboa: Funcionava como o “fornecedor grossista”. A sua missão era garantir o armazenamento, a segurança e o transporte do produto estupefaciente para diversas cidades.
- A Distribuição: A rede estendia-se por Lisboa, Évora, Coimbra e Minho (Braga, Famalicão e Guimarães), culminando na venda direta aos consumidores no Grande Porto.
Balanço da “Limpeza”: O Inventário das Apreensões
A PSP deu cumprimento a 32 mandados de busca (22 domiciliários e 10 não domiciliários), resultando num espólio impressionante que atesta o poder financeiro desta organização:
| Material Apreendido | Quantidade / Detalhes |
| Dinheiro Vivo | ~ 320.000,00 € |
| Cocaína | 2.437,21 gr (12.186 doses) |
| Haxixe | 1.770,88 gr (3.542 doses) |
| MDMA | 478,36 gr (4.784 doses) |
| Viaturas | 10 veículos de gama média e alta |
| Armamento | 1 Pistola Glock 17 (9mm) e 59 munições |
Os 12 Detidos: Um Perfil Geográfico
Os suspeitos, com idades entre os 21 e os 46 anos, representam os vários “nós” desta rede. A operação foi verdadeiramente cirúrgica na sua distribuição geográfica:
- Homens (11): Residentes em Lisboa, Évora, Coimbra, Vila Nova de Gaia, Rio Tinto, Matosinhos e Porto.
- Mulher (1): Residente na Maia.
Impacto na Segurança das Comunidades
Com esta intervenção, a PSP acredita ter “cortado a cabeça” a parte da distribuição de droga no Norte, reduzindo não só a disponibilidade de estupefacientes mas também a criminalidade associada ao tráfico e à posse de armas de fogo. A colaboração entre os comandos do Porto, Lisboa, Évora e Coimbra foi crucial para o sucesso de uma operação que exigia uma coordenação milimétrica para evitar fugas de informação.
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