A paciência dos pais e encarregados de educação da Escola Básica e Jardim de Infância (EB/JI) de Vila Verde, em São Pedro da Cova, chegou ao limite. Esta semana, o estabelecimento de ensino foi fechado a cadeado durante duas horas, num protesto ruidoso contra a degradação das instalações e o arrastamento de obras que parecem não ter fim.
Em causa está o bem-estar de cerca de 130 alunos que, segundo as famílias, estudam em condições “terríveis” e sem segurança.
Versões em Confronto: O “Empate” das Obras
A Câmara Municipal de Gondomar e a Associação de Pais apresentam leituras muito diferentes sobre o estado da empreitada.
| Ponto de Situação | Versão da Autarquia (Luís Filipe Araújo) | Versão dos Pais (Susana Alves) |
| Tempo de Paragem | Suspensa desde dezembro de 2025. | Parada há cerca de um ano. |
| Motivo do Atraso | Condições meteorológicas adversas (chuva). | Falta de comparência e “visitas de cortesia” dos operários. |
| Segurança | Assegurada no interior e em 90% do exterior. | Inexistente; condições impróprias para a aprendizagem. |
A Solução no Horizonte: Transferência para a Escola de Paradela
Perante a pressão do protesto, o presidente da Câmara de Gondomar admitiu que está a considerar uma “solução de recurso”: transferir os 130 alunos para a Escola de Paradela.
- Apoio das Famílias: A Associação de Pais vê com bons olhos esta mudança temporária. Segundo Susana Alves, a Escola de Paradela “não é longe e está em melhores condições”, permitindo que as obras em Vila Verde avancem sem colocar as crianças em risco.
- O “Veredicto” Técnico: Coincidência ou não, o Delegado de Saúde visitou a escola no dia do protesto. Os pais apelam agora a que o seu relatório técnico seja a palavra final sobre a (falta de) habitabilidade do espaço.
“Sem educação não se consegue ter profissão” — O desabafo de uma das crianças no protesto resume o sentimento de uma comunidade que sente o futuro dos filhos hipotecado por tapumes e entulho.
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