Águas do Douro e Paiva: Aposta nas Comunicações para garantir que a água não pare

Enquanto o país lida com a vulnerabilidade das redes móveis e elétricas, a Águas do Douro e Paiva (AdDP) decidiu que o abastecimento a 1,8 milhões de pessoas não pode ficar dependente de “ter ou não sinal”. A empresa consolidou a implementação de uma rede telefónica interna totalmente autónoma, suportada por uma infraestrutura de fibra ótica que pertence à própria casa.

Este investimento surge como uma resposta direta às recentes falhas generalizadas nas comunicações, provando que, para serviços críticos, a independência das operadoras comerciais não é um luxo, mas uma necessidade de segurança nacional.

A “Espinha Dorsal” da Autonomia

O projeto não se resume a instalar telefones; trata-se de uma teia tecnológica que atravessa a região:

  • Rede Privada: 485 quilómetros de fibra ótica própria.
  • Independência: Total autonomia face às operadoras de telecomunicações habituais.
  • Capilaridade: Já operacional em 54 pontos estratégicos (instalações e locais técnicos).
  • Tecnologia: Sistema VOIP (Voz sobre IP) e videoconferência integrados com o datacenter da empresa.

Por que é que isto é vital para o Grande Porto?

A AdDP é responsável pelo “sangue” da região: a água. Se as comunicações falham durante uma crise (como uma inundação ou falha elétrica grave), a capacidade de coordenar a captação e o tratamento de água pode ficar comprometida.

FactoImpacto da AdDP
População Servida1,8 milhões de pessoas
Municípios Abrangidos22 concelhos do Grande Porto
Natureza JurídicaCapitais exclusivamente públicos
ResiliênciaGarantia de operação em contextos de falha externa total

“As entidades responsáveis por serviços essenciais têm de dispor de soluções próprias e resilientes.” — António Borges, Presidente da AdDP.


Tem sugestões ou notícias para partilhar com o JNR, relativas ao Grande Porto? Envie para noticias@jornalnovoregional.pt