PJ detém advogado suspeito de corrupção, branqueamento e fraude em processos de insolvência

A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, deteve um homem na sequência do cumprimento de um mandado emitido pelo DIAP Regional do Porto, no âmbito de uma investigação por crimes de corrupção ativa, insolvência dolosa, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.

A detenção foi determinada após a recolha de informação que apontava para um perigo iminente de fuga. O suspeito já havia sido detido por duas vezes no decurso do mesmo processo.

De acordo com a Polícia Judiciária, a investigação incide sobre a atuação concertada do arguido no contexto de processos de insolvência e de recuperação de empresas, no exercício das suas funções profissionais como advogado. Em conjunto com outros dois suspeitos, detidos pela PJ em abril passado, terá desenvolvido um esquema criminoso destinado a beneficiar insolventes e a permitir a apropriação de património, quer pelos próprios devedores quer por terceiros, em prejuízo dos credores legítimos.

O esquema envolvia pessoas singulares e coletivas da confiança do suspeito, que surgiam nos processos com créditos fictícios e documentação forjada, nomeadamente contratos relativos a bens imóveis ou alvarás de estabelecimento. Estes créditos eram reconhecidos sem a devida comprovação, possibilitando a apropriação imediata de bens móveis e imóveis.

Segundo a PJ, a utilização destes créditos fictícios permitia ainda viabilizar a aprovação de planos de recuperação, suspendendo a ação dos credores reais e facilitando a dissipação do património existente.

O detido será presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação das medidas de coação.


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