Paredes aprovou o Orçamento Municipal para 2026, fixado em 105.203.177 euros. A proposta obteve os votos favoráveis do PS e a oposição do PSD, traduzindo-se num documento que o Executivo classifica como “de continuidade” e assente na manutenção de investimentos em todas as freguesias.
Do montante global, 68,3 milhões de euros correspondem ao orçamento corrente e 36,8 milhões de euros ao orçamento de capital.
O presidente da Câmara Municipal, Alexandre Almeida, sublinha que este é “um orçamento responsável, rigoroso e que preserva a carga fiscal no mínimo para famílias e empresas”. O autarca reforça que o documento dá seguimento aos investimentos estruturais, destacando a aposta na requalificação habitacional, no apoio às IPSS — mais de meio milhão de euros destinado a lares, centros de dia e creches — e no apoio domiciliário a idosos isolados e carenciados.
Continuidade dos projetos financiados pelo PRR e Portugal 2030
Em 2026, o Município prevê concluir várias obras apoiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), entre as quais:
- Polos Locais de Inclusão: Museu do Mobiliário de Paredes, em Vilela, e Casa-Museu Daniel Faria, em Baltar;
- Reabilitação da Escola Básica de Paredes;
- Requalificação da Unidade de Saúde “Paredes”;
- Início das intervenções nas Escolas Básica e Secundária da Sobreira e Daniel Faria, em Baltar.
No âmbito do Portugal 2030, destacam-se os futuros Parques Urbanos de Gandra e Baltar, que avançarão durante o próximo ano.
Novos projetos em áreas culturais, ambientais e industriais
O orçamento prevê ainda:
- Requalificação do Antigo Edifício Escolar de Vilela para auditório e Escola de Música;
- Criação do Parque de Campismo de Alvre e do Corredor Geológico da Senhora do Salto;
- Construção de uma ponte pedonal em Aguiar de Sousa, rumo à Senhora do Salto;
- Construção do Multiusos Cultural de Rebordosa;
- Reabilitação do Mercado de Lordelo.
As zonas industriais do concelho continuam a merecer atenção:
- A Zona Industrial de Lordelo terá nova rua e cobertura integral de água e saneamento;
- A Zona Industrial de Parada Baltar será alvo de alargamento.
Fiscalidade mantém-se no mínimo
A autarquia renova o compromisso de manter a carga fiscal no nível mais baixo. O IMI permanece fixado na taxa mínima de 0,3% para particulares e empresas, e mantém-se a isenção de Derrama para micro e pequenas empresas com faturação até 150 mil euros.
Com este orçamento, o Executivo pretende consolidar projetos estruturantes, reforçar a coesão social e acelerar a execução das obras financiadas por fundos europeus, garantindo — afirma — previsibilidade e rigor na gestão pública.
Se tem sugestões ou notícias para partilhar relativas à região do Grande Porto, envie para: noticias@jornalnovoregional.pt
