A estrutura concelhia do Partido Socialista em Gondomar pretende levar à Comissão Nacional de Jurisdição a proposta de expulsão do ex-deputado e ex-vereador Carlos Brás, agora candidato independente à presidência da autarquia.
Em causa está, segundo uma moção interna, a que a imprensa teve acesso, a “conduta censurável” do militante ao ter promovido um movimento de cidadãos para concorrer às próximas eleições autárquicas de 2025, situação que, refere o documento, “constitui uma falta grave aos estatutos do PS, punida com expulsão”.
Carlos Brás, que integrou recentemente as listas socialistas como candidato a deputado nas legislativas de maio, veio entretanto declarar que não pretendia assumir o mandato, mesmo que eleito. Para o PS local, tal decisão “viola gravemente o compromisso para com os eleitores” e prejudica “o prestígio e bom nome do partido”.
Em declarações, Carlos Brás qualificou a moção como “extemporânea e inoportuna”, referindo que já havia formalizado o seu pedido de demissão da militância.
No entanto, os dirigentes socialistas locais sublinham que tal demissão “não teve firmeza nem foi apresentada de forma oficial às estruturas concelhias”, acrescentando que o comportamento do ex-deputado demonstra “falta de lealdade e solidariedade para com os membros do partido”.
O atual contexto político em Gondomar está a ferver: a saída de Marco Martins da presidência da Câmara e da concelhia socialista, e a sua substituição por Luís Filipe Araújo, vieram agitar o panorama. Marco Martins, que agora lidera os Transportes Metropolitanos do Porto, acusou recentemente o seu sucessor de criar um “clima de medo na Câmara”, cortando com o passado e bloqueando projetos em curso.
A candidatura independente de Carlos Brás, lançada através da página “Por Gondomar 2025”, entretanto renomeada (era em 2021 a plataforma de campanha de Marco Martins), vem adensar a divisão dentro do PS local. Brás justifica o seu avanço com o argumento de que “acima dos partidos estão as pessoas”, respondendo a “apelos que se multiplicaram após a saída de Marco Martins”.
Nas autárquicas deste ano, cuja data deverá situar-se entre setembro e outubro, concorrem já declaradamente:
Luís Filipe Araújo (PS);
Carlos Brás (independente);
Maria Olinda (CDU);
Manuela Carneiro (PAN);
Abel Gonçalves (ADN).
O atual executivo de Gondomar é composto por 10 vereadores: 6 do PS, 1 independente, 2 do PSD e 1 da CDU.
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