A Infraestruturas de Portugal (IP) lançou um concurso público, com um preço base de 150 milhões de euros, para o alargamento da Linha do Minho no troço entre Contumil, no Porto, e Ermesinde, em Valongo. A obra, que pretende aumentar a capacidade ferroviária a norte do Douro, decorrerá entre 2025 e 2029.
O projeto prevê a duplicação da via-férrea, passando das atuais duas para quatro linhas, de forma a melhorar a circulação dos comboios das linhas do Minho e do Douro. A execução dos trabalhos está estimada em 1.385 dias, cerca de três anos e dez meses.

A portaria publicada em Diário da República, no final de 2024, estipula um financiamento máximo nacional de 90% do montante global dos contratos, podendo o custo total da obra atingir os 219,5 milhões de euros. O financiamento europeu através do programa Portugal 2030 poderá cobrir até 39,35 milhões de euros, sendo o restante valor assegurado pelo Orçamento do Estado.
Além da expansão da via-férrea, o projeto inclui a instalação de novos sistemas de telecomunicações e sinalização, bem como a modernização das plataformas da estação de Ermesinde. Em Rio Tinto, Gondomar, serão criados 144 lugares de estacionamento e uma ligação pedonal entre a estação ferroviária e a de Campainha, do Metro do Porto.
A obra obrigará ainda à demolição de 21 habitações e à remoção de um total de 88 edifícios ao longo do traçado. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um parecer favorável condicionado ao projeto em maio de 2023, após a realização de um Estudo de Impacto Ambiental.
As propostas para o concurso público podem ser submetidas até 19 de maio, sendo avaliadas com base em critérios de preço (50%) e qualidade (50%).



