PSD diz que “Casa da Democracia de Valongo é estranha, caríssima e abandonada obra”

A propósito da decisão do executivo municipal desta manhã (com votos contra do PSD) sobre a cessação do contrato de construção do novo edifício municipal de Valongo (Casa da Democracia) os vereadores do PSD em comunicado dizem que “a Casa da Democracia de Valongo é estranha, caríssima e abandonada obra”

Dizem os autarcas do PSD que “o presidente da câmara de Valongo quer construir um novo e enorme edifício para a câmara de Valongo e lá deixar uma placa de inauguração com o seu nome para a eternidade.
O projeto começou com 6 milhões de euros de encargo, rapidamente subiu aos 9 milhões, continuou o upgrade para os 11 milhões de euros, até chegar aos 13 milhões. Mas, o concurso ficou deserto e, perante tal contrariedade, o presidente da câmara mantém o projeto e estranhamente baixa o preço-base para os 10,9 milhões de euros e adjudica a obra ao ÚNICO concorrente.
O PSD defendeu na campanha eleitoral que o projeto terminará nos 20 milhões de euros, somando terreno, arranjos exteriores, equipamentos e mobiliário. E, o presidente da câmara não fará por menos.

Entretanto, adiantou 2 milhões de euros ao empreiteiro, aprovou revisões de preço, trabalhos a mais de 300 mil euros, sendo que o vereador encarregue de acompanhar a empreitada já reconhece que mais 2,5 milhões de euros sempre aconteceriam.
Agora, nem empreitada, nem empreiteiro, nem dinheiro”.
Ainda segundo a nota dos vereadores do PSD, apresentaram uma proposta para que fosse efetuada uma auditoria à empreitada que, dizem, “permitisse fixar corretamente o valor do esqueleto erigido, adiantamento recebido, ou seja, determinar como está o balanço do deve e haver para que se possa garantir e defender o interesse público.
Infelizmente o presidente da câmara, único responsável desta estranha história, não permite e não quer, no uso dos votos da maioria socialista, que alguém, terceiro à autarquia, possa vasculhar orçamentos, autos de medição e adiantamentos”.
Tudo isto numa empreitada abandonada e sem qualquer financiamento comunitário.


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Caso raro em todo o país: um presidente de câmara que avança com uma empreitada megalómana sem qualquer apoio comunitário e, tudo isto, no limite de mandatos. A seguir, alguém terá de assumir todas estas responsabilidades”.