A Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Norte, desmantelou ontem, dia 8 de abril de 2026, o restante núcleo de um grupo criminoso que semeou o terror entre jovens no início deste ano. Dois suspeitos, de 16 e 20 anos, foram detidos no Porto e em Vila Nova de Gaia, estando fortemente indiciados por uma série de crimes violentos que combinavam o roubo à mão armada com táticas cruéis de coação psicológica.
A investigação já tinha levado à detenção de um primeiro coautor a 16 de janeiro, que se encontra atualmente em prisão preventiva.
O “Modus Operandi”: Intimidação e Tecnologia
O grupo atuava com um método bem definido e particularmente agressivo, escolhendo vítimas vulneráveis (adolescentes de 15 anos) e utilizando armas de airsoft para simular armas de fogo reais.
- Ameaça com Armas: Utilização de facas e pistolas de airsoft para subjugar as vítimas.
- Controlo Digital: Obrigavam as vítimas a ceder os códigos de desbloqueio dos telemóveis para efetuar um “reset” total aos aparelhos, eliminando rastos e facilitando a revenda.
- Coação Psicológica: Num ato de especial crueldade, os agressores fotografavam os rostos das vítimas. Intitulando-se moradores de bairros sociais conotados com a criminalidade, utilizavam as fotos para ameaçar os jovens, garantindo que estes não denunciassem os factos à polícia por medo de represálias.
Cronologia dos Crimes
A investigação da PJ ligou os detidos a três momentos distintos ocorridos em janeiro:
| Data | Local | Descrição do Crime |
| 08 de Janeiro | Porto | Perseguição e roubo a dois jovens de 15 anos. Dinheiro e telemóvel roubados sob ameaça de faca e arma de airsoft. |
| 12 de Janeiro | Vila do Conde | Abordagem a uma jovem de 15 anos utilizando o mesmo método de ameaça com arma de airsoft. |
| 12 de Janeiro | Porto (21h50) | Roubo a uma vítima que entrava no seu prédio, aproveitando um momento de distração. |
Desfecho e Próximos Passos
Graças à recolha de “elementos de prova robustos”, a PJ conseguiu localizar os suspeitos ontem. O jovem de 16 anos e o cúmplice de 20 anos serão agora presentes à autoridade judiciária para a aplicação das medidas de coação.
Dada a gravidade dos crimes — que incluem roubo agravado, coação agravada, acesso ilegítimo e gravação de imagens ilícitas — e o facto de o primeiro cúmplice já estar preso, é provável que as medidas aplicadas sejam severas.
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