Porto: PCP denuncia que 20 mil alunos continuam sem todos os professores no 2.º período

A Direção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP lançou um alerta crítico sobre o estado da Educação no distrito. Num comunicado enviado às redações, os comunistas baseiam-se em dados da Fenprof para denunciar que, com o segundo período letivo a chegar ao fim, o “direito fundamental à Educação” está comprometido para mais de 20 mil alunos na região do Porto.

O partido fala num “desinvestimento continuado” que está a empurrar a Escola Pública para uma situação que classifica como inaceitável.

O Raio-X da Crise Educativa no Porto

Os números apresentados pela DORP do PCP revelam que a falta de docentes não é um problema residual, mas sim estrutural:


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IndicadorDados do Distrito do Porto
Alunos afetados+ 20.000 (sem aulas a todas as disciplinas)
Horários por preencher162 horários
Escolas com obras urgentes+ 30 edifícios públicos
Carências extra-docentesAssistentes operacionais, psicólogos e técnicos

Instalações Degradadas e o “Chumbo” no Orçamento

Para além da falta de professores, o PCP aponta o dedo ao estado de conservação de mais de trinta escolas no distrito. O partido recorda que apresentou uma proposta no âmbito do Orçamento do Estado de 2026 para garantir o financiamento destas obras urgentes, mas a mesma foi rejeitada.

“A proposta para garantir o financiamento dessas obras foi recusada por PSD, CDS e CH, com a conivência do PS e da IL”, acusa o comunicado, sublinhando que os municípios não têm capacidade financeira para suportar estas intervenções sozinhos.

A Visão Política: “Alimentar o negócio privado”

A análise dos comunistas vai mais longe, ligando a degradação do ensino público a uma estratégia deliberada:

  1. Desvalorização da Carreira: A falta de atratividade (salários e progressão) impede a entrada de novos professores e acelera a saída dos atuais.
  2. Desigualdade de Acesso: Alunos de famílias com menos recursos são os mais penalizados pela falta de aulas.
  3. Privatização Indireta: O PCP argumenta que a degradação da Escola Pública “abre o espaço que alimenta o negócio privado” do ensino.

O que exige o PCP?

A solução, segundo a DORP, passa por medidas urgentes de valorização salarial, melhoria das condições de trabalho e um reforço imediato de recursos humanos e financeiros que permitam à Escola Pública cumprir o seu papel constitucional.


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