Advogada reincidente detida pela PJ por traficar droga para a Cadeia de Custóias

Drug Brick Torn Open

A Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Norte, deteve ontem uma advogada de 39 anos pela presumível autoria de um crime de tráfico de estupefacientes. Esta é a segunda vez, num espaço de pouco mais de um ano e meio, que a profissional é detida por introduzir substâncias ilícitas no Estabelecimento Prisional do Porto (EPP).

Os factos que levaram a esta nova detenção remontam a agosto de 2025. Na altura, um recluso que regressava de uma diligência processual foi intercetado na posse de cocaína, heroína e haxixe. A investigação criminal reuniu fortes indícios de que as drogas lhe tinham sido entregues pela sua própria defensora durante o período em que estiveram juntos em instalações policiais para diligências de inquérito.

Recidiva e aproveitamento da profissão

A advogada já era um rosto conhecido das autoridades. Em julho de 2024, tinha sido detida pela PJ exatamente pelo mesmo tipo de crime: introdução de estupefacientes na prisão de Custóias. No entanto, enquanto aguardava o julgamento desse primeiro processo em liberdade, a arguida continuou a exercer advocacia sem restrições.


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Esta situação permitiu-lhe manter o acesso direto aos reclusos e às zonas reservadas das instalações policiais e prisionais, facilitando, alegadamente, a continuidade da atividade criminosa que agora motivou a nova detenção.

Medidas de coação

A detida será presente a primeiro interrogatório judicial para a aplicação de medidas de coação. Perante a reincidência no crime e o facto de ter utilizado o estatuto profissional para a prática do ilícito enquanto aguardava julgamento por factos idênticos, as autoridades judiciárias poderão agora aplicar medidas mais restritivas de liberdade.