Em Vila Nova de Famalicão, a homenagem aos “soldados da paz” tornou-se o mais recente braço de ferro político. O PS Famalicão votou contra a proposta do executivo PSD/CDS para investir 90.000 euros numa escultura destinada a uma rotunda do concelho. Para os socialistas, o reconhecimento deve chegar em forma de equipamento e condições de trabalho, e não em bronze ou pedra.
Eduardo Oliveira, líder da concelhia do PS, foi claro: a prioridade deve ser o apoio direto às corporações e às famílias dos operacionais, e não o embelezamento da via pública num momento em que as necessidades reais apertam.
A Escultura da Discórdia: O que está em causa?
| Proposta (PSD/CDS) | Contraproposta / Crítica (PS) |
| Investimento: 90.000€ numa escultura. | Aplicação Alternativa: Equipamentos de proteção individual (EPIs). |
| Objetivo: Homenagem monumental aos bombeiros. | Objetivo: Reforço das condições de trabalho e apoio às famílias. |
“Homenagem sim, mas com prioridade no apoio”
O PS sublinha que a sua posição não é um ataque à instituição dos Bombeiros Voluntários — pela qual manifestam o maior respeito — mas sim uma crítica à gestão de prioridades do dinheiro dos contribuintes.
“Não podemos aceitar um investimento de 90.000 euros numa escultura, quando conhecemos as necessidades reais e as dificuldades que muitas famílias famalicenses enfrentam”, afirmou Eduardo Oliveira em comunicado.
O partido questiona ainda o critério de equidade: tendo Famalicão várias associações humanitárias, o PS pergunta se a autarquia pretende gastar valores semelhantes em rotundas para todas as corporações ou se este é um investimento isolado e desequilibrado.
Ataque à Carga Fiscal e Tarifas
Aproveitando o debate sobre o orçamento municipal, os socialistas lançaram críticas mais abrangentes à gestão da coligação PSD/CDS, apontando o dedo à ausência de medidas que aliviem o bolso dos cidadãos:
- IMI: Defesa de uma redução mais agressiva do imposto predial.
- Tarifas: Exigência de descida nos preços da água e resíduos.
- Transportes: Proposta de isenção de pagamento nos transportes públicos para facilitar a mobilidade.
Para o PS, o dinheiro dos impostos deve ser aplicado “onde faz verdadeiramente a diferença”. Enquanto o executivo mantém a aposta na valorização do espaço público e dos monumentos, a oposição socialista tenta colar-se às necessidades operacionais imediatas das associações humanitárias.
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