Crimes ocorreram entre Porto e Ponte de Lima; vítima foi ameaçada com navalha e forçada a ceder cartões e viatura
O Ministério Público da Comarca do Porto (Maia – 1.ª secção) deduziu acusação, no passado dia 2 de junho, contra três arguidos, por roubo, sequestro e abuso de cartão bancário, em coautoria. Os factos remontam à noite de 2 de agosto de 2024, quando um condutor de TVDE foi feito refém e forçado a colaborar sob ameaça de arma branca.
Segundo a acusação, a vítima recolheu os três arguidos na cidade do Porto, cerca das 23h15, para um serviço de transporte regular. Contudo, após o início da viagem, foi ameaçada com uma navalha e obrigada a seguir sucessivos trajetos impostos pelos suspeitos, que a obrigaram a trocar de lugar e sentar-se nos bancos traseiros.
A partir daí, os próprios arguidos, sem qualquer habilitação legal para conduzir, assumiram o controlo do veículo e deslocaram-se por vários pontos do Porto e de Ponte de Lima, alegadamente com a intenção de cometer outros crimes — algo que não chegaram a concretizar.
Durante o tempo em que mantiveram a vítima em seu poder — até cerca das 05h40 da manhã — os arguidos roubaram-lhe 160 euros em numerário, utilizaram o cartão multibanco da vítima para levantar 90 euros numa caixa ATM e ainda abasteceram a viatura com o cartão Frota do condutor.
Além dos três crimes cometidos em conjunto — roubo, sequestro e uso indevido de cartão de crédito —, cada um dos arguidos irá responder também por condução sem carta, sendo que um deles enfrenta ainda a acusação de detenção de arma de fogo proibida, encontrada na sua residência.
O Ministério Público requereu ainda a perda a favor do Estado das quantias indevidamente apropriadas, ressalvando os direitos dos lesados que venham a ser reconhecidos.
O processo encontra-se agora na fase de julgamento, cabendo ao Tribunal Judicial da Maia decidir o desfecho deste caso de elevada gravidade.
Se tem sugestões ou notícias para partilhar relativas à região do Grande Porto, envie para: noticias@jornalnovoregional.pt.



