Pároco de Alfena e Presidente da Direção da Irmandade dos Clérigos presta homenagem emocionada ao Papa Francisco
Perante a morte do Papa Francisco, o Padre Manuel Fernando, pároco de Alfena e presidente da Direção da Irmandade dos Clérigos, deixou uma mensagem sentida, enaltecendo o legado de “um verdadeiro pastor que tocou o mundo com a força do Evangelho vivido”.

“A Paz começa com um sorriso”, recorda o sacerdote, sublinhando que Francisco “deixa uma marca profunda na história da Igreja do século XXI”, marcada pela “renovação, simplicidade e proximidade”.
Na sua reflexão, o Padre Manuel destacou a mensagem central do Papa: uma Igreja aberta a todos, especialmente aos mais frágeis, com um coração misericordioso. Relembrou ainda o seu compromisso com o diálogo inter-religioso, com a ecologia integral e com uma fé traduzida em “gestos concretos de amor”.
Ao evocar a passagem do Papa por Portugal, durante as Jornadas Mundiais da Juventude, afirmou que “tocou os corações de milhões com palavras de ternura e apelos à fraternidade universal”.
A partida de Francisco na segunda-feira da Pascoela, que celebra a presença viva de Cristo Ressuscitado, é vista por Manuel Fernando como um sinal profundamente simbólico:
“Tal como Cristo se mostrou vivo aos seus discípulos, também Francisco, com o seu testemunho, continuará presente no coração da Igreja.”
Num tom poético e profundamente espiritual, o pároco concluiu:
“Como são belos os pés dos que anunciam a Paz e as mãos que repartem o Pão. Francisco foi isto tudo. Obrigado por tanto!”
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Leia o texto na íntegra:
«“A Paz começa com um sorriso.”
O Papa Francisco deixa uma marca profunda na história da Igreja do século XXI, sendo uma figura de renovação, simplicidade e proximidade. A sua mensagem central foi sempre clara: uma Igreja aberta a todos, sem exceções, próxima dos mais frágeis, com um coração misericordioso. Promoveu o diálogo inter-religioso, a ecologia integral e defendeu uma fé que se vive com gestos concretos de amor. Em Portugal, durante as Jornadas Mundiais da Juventude, tocou os corações de milhões com palavras de ternura e apelos à fraternidade universal. No dia de Páscoa ressurgiu, luminoso e firme na sua vontade de uma última benção para a necessária despedida em Paz. Era a Páscoa de Francisco unido plenamente a Cristo ressuscitado. A sua partida neste dia da Pascoela — celebração da presença viva de Cristo ressuscitado entre nós — reveste-se de um simbolismo tocante. Tal como Cristo se mostrou vivo aos seus discípulos, também Francisco, com o seu testemunho, continuará presente no coração da Igreja, inspirando gerações a acolher, escutar e caminhar com todos. Foi um verdadeiro pastor que tocou o mundo com a força do Evangelho vivido, guiando-nos com a ternura de Cristo e acendendo em cada coração a chama da esperança.
O eco da sua palavra simples e a memória do seu exemplo perpetuam a alegria do serviço e do Amor a Deus e a toda a humanidade.
“Como são belos os pés dos que anunciam a Paz e as mãos que repartem o Pão.”
Francisco foi isto tudo.
Obrigado por tanto!“»


