Imagem: Pixabay
Desde finais de fevereiro, têm surgido denúncias nas redes sociais acusando a Câmara Municipal da Maia de destruir colónias de gatos na freguesia de Pedrouços. Segundo os relatos, os animais, que estavam registados, esterilizados e identificados com chip, ficaram sem os seus abrigos, expostos ao frio e à chuva.
As críticas multiplicam-se nos comentários das publicações do município no Facebook, com cidadãos a questionarem a decisão camarária. Uma das denúncias refere que, ao ser interpelada, a autarquia justificou a remoção com motivos de insalubridade, alegando que a comida deixada para os animais poderia atrair ratos e outras pragas, colocando em risco a saúde pública.
O tema ganhou contornos políticos, com Hugo Salgueiro, do movimento independente “Por Pedrouços”, a insurgir-se contra a situação e a visitar colónias afetadas. Segundo Salgueiro, a Câmara terá mandado destruir uma colónia na praceta Vitorino Nemésio, afetando gatos que integravam o Programa CED (Capturar, Esterilizar, Devolver).
Já o PAN Maia, num comunicado, reconhece o problema e afirma ter promovido reuniões com as cuidadoras dos animais, procurando mediar a situação. O partido critica, no entanto, aqueles que recorreram às redes sociais para amplificar o protesto, sugerindo que pode haver um “aproveitamento político” da causa.
Até ao momento, a Câmara Municipal da Maia, interpelada pelo Jornal Novo Regional, não prestou qualquer esclarecimento, mas é importante recordar que, em novembro de 2024, assinou um contrato de 40 mil euros com a associação Animais de Rua para reforçar o Programa CED. Desde 2014, o município diz seguir uma estratégia municipal para a proteção animal, apostando no controlo ético das colónias felinas.
A polémica continua a gerar reações, com os defensores dos animais a exigirem respostas e medidas que garantam a segurança dos gatos de rua.

