A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, desencadeou uma vasta operação policial que incluiu o distrito do Porto. A ação visou desarticular um esquema criminoso que terá obtido indevidamente mais de 15 milhões de euros em fundos comunitários, através dos programas Portugal 2020 e Alentejo 2020.
A operação consistiu no cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão em domicílios, sedes de empresas e um escritório de advogados, abrangendo também os distritos de Santarém, Lisboa, Setúbal e Évora. Foram detidas três pessoas — dois homens e uma mulher — suspeitas dos crimes de associação criminosa e fraude na obtenção de subsídio.
O “Modus Operandi” da Fraude
Segundo as autoridades, o esquema baseava-se na utilização de várias sociedades comerciais que recorriam a:
- Faturação fictícia: Criação de faturas por serviços nunca prestados.
- Sobrefaturação: Inflacionamento de custos reais para maximizar o recebimento de subvenções públicas.
A operação contou com a participação de 92 inspetores da PJ, acompanhados por magistrados do Ministério Público, um Juiz de Instrução Criminal e um representante da Ordem dos Advogados. Durante as diligências, foram recolhidos “importantes elementos de prova” que serão agora analisados para apurar a totalidade das responsabilidades criminosas.
Os três detidos serão presentes amanhã a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Évora, onde o inquérito corre termos, para que lhes sejam aplicadas as medidas de coação adequadas.
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