A economia da Região Norte fechou o ano de 2025 com sinais de robustez, apesar dos desafios globais. Segundo o mais recente relatório “Norte Conjuntura”, produzido pela CCDR NORTE, o último trimestre do ano passado foi marcado por um aumento real do poder de compra, um setor turístico vibrante e uma inflação que começa finalmente a dar tréguas aos bolsos dos nortenhos.
Os Números da Região (4.º Trimestre de 2025)
| Indicador | Variação (Homóloga) | Notas de Destaque |
| Salário Líquido Real | +5,4% | Superou a média nacional (+4,8%) |
| Dormidas no Turismo | +3,8% | Desempenho acima da média do país |
| Taxa de Inflação | 2,2% | Acompanhou a tendência de descida nacional |
| População Empregada | +1,4% | 1,81 milhões de pessoas com ocupação |
Emprego: Construção e Artes a Somar, Indústria a Perder
O mercado de trabalho no Norte apresentou duas realidades distintas. Se, por um lado, a Construção foi o grande motor da criação de emprego (mais 15,5 mil postos de trabalho), as Atividades Artísticas e Recreativas também deram um salto significativo com 11 mil novos empregos.
Em sentido inverso, as Indústrias Transformadoras, um dos pilares históricos da região, registaram uma quebra de 2,8% no número de trabalhadores, refletindo os ajustamentos em curso no setor industrial.
Poder de Compra em Recuperação
A notícia mais positiva para as famílias chega via conta bancária: os salários no Norte cresceram 7,7% em termos nominais. Descontando a inflação, o ganho real foi de 5,4%, um valor superior ao registado no resto de Portugal. Os setores que mais “engordaram” os ordenados foram:
- Consultoria e Serviços Técnicos;
- Transportes;
- Comércio.
Turismo e Estabilidade de Preços
O Norte continua a ser um destino de eleição. Com um aumento de 7,4% nos proveitos totais, o setor turístico regional provou ser mais dinâmico que o nacional. Este crescimento foi acompanhado por uma acalmia nos preços, muito graças à descida de 2% nos produtos energéticos, que ajudou a fixar a inflação regional nos 2,2%.
Quanto às exportações, registou-se uma ligeira retração de 1,2%, embora nichos como as máquinas e o papel tenham conseguido manter o fôlego exportador para os mercados europeus e extra-comunitários.
“O relatório confirma uma trajetória de crescimento sustentado, onde a competitividade do Norte se afirma através do aumento do rendimento das famílias e da atratividade turística.” — CCDR NORTE
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