Segurança Rodoviária: Balanço da campanha “Duas Rodas” revela aumento de sinistralidade face a 2025

Terminou a terceira das 11 campanhas planeadas para o Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026. Sob o mote “Duas Rodas: Agarre-se à Vida”, a ANSR, a PSP e a GNR focaram as atenções nos distritos do Porto, Vila Real e Viseu entre os dias 17 e 23 de março.

O objetivo foi claro: proteger os utilizadores de motociclos e ciclomotores, que continuam a ser dos grupos mais vulneráveis na estrada. Contudo, os números finais trazem um sabor agridoce, com um aumento generalizado da sinistralidade em comparação com o ano passado.

Operação em Números (Distritos Prioritários: Porto, Vila Real e Viseu)

A fiscalização foi intensa, tanto no contacto direto como através de meios automáticos.

IndicadorDados da Campanha (17-23 Março)
Veículos Fiscalizados Presencialmente57.300
Total de Infrações Registadas22.700
Sensibilizações (Condutores/Passageiros)231
Fiscalização por Radar (Nacional)4,8 Milhões de veículos

O “Top” das Infrações

A velocidade continua a ser o “calcanhar de Aquiles” dos condutores portugueses, representando quase metade das multas passadas:

  • Excesso de Velocidade: 10.644 (47% do total)
  • Falta de Inspeção (IPO): 1.944 (14%)
  • Condução sob efeito do Álcool: 641 (5%)
  • Uso incorreto do Capacete/Equipamento: 356 (3%)

Sinistralidade: Um Retrato Preocupante

Apesar do esforço de fiscalização, os dados nacionais mostram que a estrada continua perigosa, com um agravamento dos indicadores em relação ao período homólogo de 2025.

Nacional (Período da Campanha)20252026Evolução
Total de Acidentes2.6552.777📈 +122
Vítimas Mortais35📈 +2
Feridos Graves3839📈 +1
Feridos Leves648808📈 +160

A lição a retirar: Mais do que a multa, o que estes números dizem é que a proteção num veículo de duas rodas é o próprio corpo do condutor. Um erro a 50 km/h pode ser fatal sem o equipamento certo ou com uma manobra arriscada.

O que se segue no PNF 2026?

Este ano, o Plano Nacional de Fiscalização não se limita aos temas clássicos (álcool, velocidade, telemóvel e cintos). Foi integrado um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis, refletindo a preocupação com o aumento de motos, trotinetas e bicicletas nas nossas estradas. Até ao final do ano, restam ainda oito campanhas para tentar inverter esta tendência de subida nos acidentes.

Se anda sobre duas rodas, lembre-se: o capacete não serve apenas para evitar a multa, serve para garantir que volta para casa.


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