O Fórum Cultural de Ermesinde inaugura, no próximo dia 29 de janeiro, a exposição coletiva “Atlas do Não-Pertencimento”. Com obras dos artistas Leandro Caram e Josefina Amorim, a mostra propõe um mergulho profundo nas ansiedades da era moderna, permanecendo patente ao público até ao dia 29 de março.
A exposição surge como uma resposta artística à “Sociedade do Cansaço”, conceito explorado pelo filósofo Byung-Chul Han. Através de uma simbiose entre as práticas dos dois artistas, o espectador é convidado a refletir sobre a exaustão contemporânea, a precariedade das relações e a sensação iminente de colapso.

Duas Perspetivas sobre o Desamparo
O “Atlas” aqui apresentado não é cartográfico, mas sim emocional e mental, dividindo-se em dois eixos fundamentais:
- Leandro Caram e a Experiência Migrante: O artista explora a vivência entre territórios, focando-se na instabilidade das identidades e culturas. O “não-pertencer” é aqui traduzido pela deslocação física e pelo desafio de habitar espaços onde as raízes são constantemente postas à prova.
- Josefina Amorim e a Figura do Prepper: Numa vertente mais virada para o futuro, Amorim analisa a psicologia do sobrevivencialista (prepper). As suas peças projetam um amanhã ameaçado e incerto, onde a preparação para o desastre se torna a única forma de habitar o presente.
Informações Úteis
- Local: Fórum Cultural de Ermesinde
- Datas: De 29 de janeiro a 29 de março de 2026
- Temática: Geografias mentais, ansiedade, migração e sobrevivência.
Esta colaboração estabelece ainda um diálogo com o espírito da exposição internacional We Will Survive (apresentada no Mudac em 2024), reforçando a relevância global dos temas de fragilidade e resiliência que agora chegam a Ermesinde.
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