PULMONALE apela à urgência do rastreio do cancro do pulmão: “Se fuma hoje, o rastreio devia ser para ontem”

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Novembro é o Mês de Sensibilização para o Cancro do Pulmão, e a PULMONALE – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão lança uma nova campanha nacional com uma mensagem clara e incisiva:
“Se fuma até hoje, o rastreio devia ser para ontem.”

A iniciativa dirige-se principalmente a fumadores e ex-fumadores entre os 50 e os 75 anos, alertando para a necessidade urgente de implementar um programa nacional de rastreio do cancro do pulmão — uma medida já recomendada pela Comissão Europeia e em prática noutros países, mas ainda ausente do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Segundo Isabel Magalhães, presidente da PULMONALE, “temos de lutar para que o rastreio seja uma realidade, seguindo o exemplo de outras áreas oncológicas”. A responsável lembra que “o diagnóstico precoce é o método mais eficaz para reduzir a mortalidade de uma doença que continua a ser a mais letal entre os portugueses”.

Em Portugal, o cancro do pulmão causa mais de 5 mil mortes por ano, segundo dados do GLOBOCAN, representando mais de 80% dos casos associados ao consumo de tabaco. Estudos internacionais mostram que o rastreio com tomografia computorizada de baixa dose pode reduzir a mortalidade em pelo menos 20%, quando permite detetar a doença numa fase inicial.

A PULMONALE sublinha que, apesar do anúncio de dois projetos-piloto em Cascais e no Porto, feitos pelo Ministério da Saúde, ainda não houve desenvolvimentos concretos. “Os portugueses continuam sem acesso a um rastreio populacional”, critica Isabel Magalhães, defendendo que a prevenção “deixe de ser um tema de discurso e passe a ser uma prática real do SNS”.

A campanha, que será divulgada através de autarquias, empresas e meios de comunicação nacionais, conta com o apoio de entidades como Coimbra, Oeiras, Barcelos, Póvoa de Varzim, Estoril Praia, Fertágus, Metro de Lisboa, NOS, JCDecaux e MOP.

Criada em 2009, a PULMONALE é uma associação sem fins lucrativos dedicada a apoiar doentes com cancro do pulmão e suas famílias, promovendo a cessação tabágica, o acesso a melhores cuidados médicos e o combate ao estigma associado à doença.

Com esta campanha, a organização reforça uma mensagem simples, mas essencial: detetar cedo pode salvar vidas.


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