A coligação PPD/PSD.CDS-PP regista duas baixas significativas logo no arranque do novo mandato autárquico em Paredes.
Mário Rocha, candidato da coligação à Câmara Municipal, anunciou que não vai assumir o lugar de vereador, alegando razões éticas e políticas. Poucos dias depois, Acácio Ferreira, cabeça de lista à Assembleia Municipal, comunicou igualmente que não tomará posse como deputado municipal.
Em comunicado, Mário Rocha explicou que a decisão de renunciar ao mandato “é consciente e ponderada, sendo sustentada em duas ordens de razão: uma ética e outra política”. O empresário paredense justificou a opção com a sua atividade profissional, considerando que “não deveria, eticamente, acumular funções empresariais com as de vereador, mesmo na oposição”.
“Seria diferente se tivesse sido eleito presidente da Câmara, pois teria, de imediato, renunciado a todos os meus interesses empresariais e profissionais no município”, afirmou. Sublinhou ainda que o afastamento “é benéfico para todos”, reiterando a confiança nos restantes vereadores eleitos pela coligação — Mariana Machado Silva, Rita Leal, Inácio Ferreira da Costa e André Ribeiro — que “representarão os valores defendidos em campanha”.
Mário Rocha garantiu que se manterá disponível para colaborar com o concelho, “mas fora da vida política ativa”.
Já Acácio Ferreira, eleito deputado municipal e candidato à presidência da Assembleia Municipal pela coligação, também comunicou a sua decisão de não assumir o mandato, tornando-se assim a segunda saída de relevo no projeto autárquico “Viver Melhor em Paredes”.
Recorde-se que nas eleições de 12 de outubro, a coligação PPD/PSD.CDS-PP obteve 35,79% dos votos, elegendo 11 deputados municipais e quatro vereadores, ficando em segundo lugar atrás do Partido Socialista, liderado por Alexandre Almeida.
Durante a campanha, Acácio Ferreira destacou que encarava o desafio “com tranquilidade” e que “a democracia está bem estruturada em Paredes”, considerando que “a Assembleia Municipal é a expressão do respeito pela diferença”.
As duas renúncias, agora formalizadas, obrigam à substituição dos eleitos nas respetivas listas, no início do novo mandato autárquico 2025-2029.
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