CDS-PP rompe acordo de coligação com PSD para as eleições autárquicas em Santo Tirso

Imagem: CDS-PP

A concelhia do CDS-PP de Santo Tirso anunciou, esta semana, o fim do acordo de coligação com o PSD para as próximas eleições autárquicas, após várias rondas de negociações que não conduziram a um entendimento final. O acordo, que incluía também a Iniciativa Liberal (IL), pretendia unir forças para disputar a Câmara Municipal de Santo Tirso, mas acabou por ser desfeito.

Segundo comunicado, a decisão surgiu “após sucessivos alertas relativamente a algumas posições assumidas pela concelhia do PPD-PSD”, consideradas “pouco benéficas e excessivamente generalistas” para o CDS-PP. O documento refere que a minuta apresentada pelo PSD “não estava em conformidade com o que entenderíamos ter sido acordado”, levando a que “o futuro das duas estruturas deve seguir caminhos autónomos”.

Apesar do rompimento, a concelhia do CDS-PP assegura que a decisão foi tomada “em clima de respeito e diálogo, com total transparência entre as direções de ambos os partidos”. O partido agradeceu “a disponibilidade para o diálogo” e desejou “os maiores sucessos no futuro” ao PSD local. Ana Rocha sublinha que esta autonomia permitirá ao CDS-PP “maior liberdade de ação e afirmação dos projetos políticos para o concelho e para os seus cidadãos”.

Recorde-se que, na semana passada, o candidato do PSD à Câmara de Santo Tirso, Ricardo Pereira, tinha confirmado a coligação com CDS-PP e IL, visando criar uma “frente alargada” que incluía ainda independentes. A candidatura oficial foi apresentada a 31 de maio e a assinatura do acordo estava prevista para esta terça-feira, data em que foi comunicada a ruptura.

Atualmente, a Câmara Municipal de Santo Tirso é liderada pelo PS, com sete vereadores, enquanto a coligação PSD/CDS-PP detém dois lugares, sem pelouro atribuído.


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