Valongo, Gondomar, Paredes ou Maia. Onde se demora mais a chegar ao trabalho?

Através dos dados da Pordata, recolhidos pelos Censos de 2021, é possível perceber em que municípios se demora mais tempo a chegar ao trabalho. Olhando para Valongo, Gondomar, Paredes ou Maia, os territórios abrangidos pelo Jornal Novo Regional, é Gondomar que ganha o primeiro lugar do pódio.

Os gondomarenses demoram, em média, 23,5 minutos a chegar ao trabalho, contra 22,1 minutos para os valonguenses, 20,5 minutos para os maiatos e 19,1 para os paredenses. Note-se que, para se chegar a estes dados, procurou-se responder à pergunta “Onde as pessoas demoram mais minutos, em média, a chegar ao local de trabalho ou de estudo?”.

Sobre estes dados, a Pordata esclarece que se referem “à população empregada e estudante que frequenta o sistema de ensino a partir do pré-escolar (inclusive)”, acrescentando que estão excluídas destes números “as pessoas que trabalham em casa, as que não têm local de trabalho ou de estudo fixo ou habitual e aquelas que residem no alojamento, mas não vivem nele a maior parte do ano por motivos de saúde, estudo ou trabalho”.

Como estão estes municípios face ao ranking nacional?

Com estes números, Gondomar ocupa o 20º lugar do ranking nacional, Valongo está em 32º, Maia surge na posição nº47 e Paredes fica com o 72º lugar na lista de municípios onde as pessoas demoram mais minutos a chegar ao trabalho ou ao local de estudo.

A nível nacional, Barreiro, Moita, Seixal, Almada e Sesimbra são os municípios onde as deslocações para o trabalho e/ou estudo demoram mais tempo (entre 32,4 a 27 minutos). No extremo oposto da lista estão Santa Cruz das Flores, Vila do Porto, Santa Cruz da Graciosa, Porto Santo e Corvo (nestes territórios, bastam 11,3 a 9,6 minutos para chegar ao trabalho ou à escola).

As estatísticas dizem respeito ao ano de 2021 e são os números mais recentes sobre o tema. Note-se que, entretanto, a Câmara Municipal de Valongo implementou mudanças na circulação automóvel “para tornar o centro da cidade mais inclusivo, mais dinâmico e mais seguro”, lê-se numa publicação na página de Facebook. Estas mudanças, que implementaram a circulação em sentido único na Estrada Nacional 105 (EN105), têm gerado críticas e indignação por parte dos munícipes e de quem circula de carro na região.