Candidato do PSD à Câmara prometeu encerrar aterro de Sobrado

“O aterro de Sobrado é para fechar”, garantiu, este sábado, Miguel Santos, na apresentação pública da sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Valongo, que decorreu precisamente à porta do espaço que, disse, é “uma chaga e uma ferida aberta no concelho”.

O candidato dos Unidos por Todos, que conta com o apoio do Mais – Movimento de Cidadania Independente, fez questão de deixar claro que o “PSD é contra o aterro”. “O PSD não tem duas caras. Não há outra posição. Somos contra e, por isso, viemos dar mais uma dimensão pública à questão”, frisou, explicando assim a razão da escolha deste local para a apresentação da candidatura dos Unidos por Todos.

O social-democrata deixou um agradecimento à Associação Jornada Principal pelo trabalho que tem vindo a desenvolver contra o aterro.

Quanto à atitude da Câmara de Valongo, criticou a inércia do atual presidente que, segundo “ele não atuou quando teve a oportunidade. Não posso elogiar nem branquear a atuação do atual presidente da Câmara. Em 2017 poderia ter encerrado o aterro. Bastava ter invalidado a licença urbanística”.

Lembrando que foi o PSD o primeiro a apresentar um projeto de lei na Assembleia da República para o encerramento deste aterro, Miguel Santos deixou a garantia que, em outubro, recorrerá a todos os mecanismos para encerrar o aterro que recebe, diariamente, resíduos perigosos nacionais e da Europa, e assim acabar com o estado apocalítico que se vive em Sobrado.

O candidato social democrata garantiu ainda o reforço da fiscalização ambiental. “Há lixo por todo o lado. A situação tem de acabar. Tem de haver uma fiscalização a tempo inteiro”.

“O concelho tem de dar um salto qualitativo. Não podemos continuar a ser geridos de forma paroquial”, salientou.

O candidato criticou a escolha “inoportuna” de investimento no novo edifício da câmara municipal, frisando que o concelho precisa de novas prioridades como baixar a taxa do IMI e o preço da água, mas também investir na habitação social. “Se ganhar as eleições, o preço da água desce no próximo ano”, comprometeu-se também, lembrando que a concessão de 20 anos foi um sucesso porque sem ela não haveria capacidade de investimento para alcançar uma cobertura de saneamento de 97 por cento.

Na sua alocução, Mário Duarte, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD/Valongo, destacou a integridade e capacidade de trabalho de Miguel Santos, considerando que “não havia ninguém melhor para defender os interesses de Valongo”. O presidente do PSD Valongo disse ainda que  “não votar no PSD em outubro é manter o concelho estagnado”.

Por sua vez a presidente da JSD de Valongo, Maria João Magalhães, salientou que têm sido desperdiçadas oportunidades que colocam o concelho atrás dos restantes da Área Metropolitana do Porto. “O estado atual do nosso concelho não pode ser o estado futuro e é, por isso, imperativa a mudança”, devolvendo a qualidade de vida a Sobrado”, rematou.

A abrir a sessão de apresentação pública esteve Diogo Pastor, presidente do Núcleo do PSD de Campo/Sobrado e candidato à presidência da Junta de Freguesia. “É nesta qualidade de político que aqui estou a falar, e não na de membro da Associação Jornada Principal. Na qualidade de alguém que, vencendo as próximas eleições autárquicas, vai igualmente lutar de todas as formas legais possíveis para que este atentado ambiental do aterro de Sobrado seja resolvido de uma vez por todas”.

Texto: IM com JNR
Foto: Filipe Marques JNR