Sem abrigo dorme no centro de Ermesinde

António, um homem de 64 anos, natural de Vila Pouca de Aguiar e, tudo o indica, ex-morador no concelho da Maia, está há mais de um mês a “residir” na entrada de um edifício na Rua D. António Castro Meireles, frente ao cemitério nº 1 em Ermesinde, mesmo ao lado de um hipermercado.

As queixas da vizinhança têm-se acumulado sobretudo devido ao cheiro do acumular de lixo que tal situação provoca. Há também quem se queixe da má educação do homem.

António não quer nada com a família, disse ao JNR que “agora não me ligam mas já precisaram muito de mim”.

Entretanto quer a Junta de Freguesia de Ermesinde, quer a Câmara de Valongo já tentaram resolver o problema, e continuam a tentar, mas não se afigura fácil, já que o homem exige uma residência em rés-do-chão, já que diz “as pernas não são o que eram”.

O JNR sabe que a Câmara da Maia terá atribuído uma habitação social à família de António, mas ele persiste em ficar naquele lugar.

Antes de escolher este local para “viver” António foi expulso da área do Santuário de Santa Rita, onde pernoitou durante algum tempo.