Obras na Escola da Ilha atrasam e pais temem pela falta de segurança. Vereador diz que não há perigo.

Vários pais de crianças da escola EB e jardim de infância da Ilha, em Valongo, dizem que “há falta de segurança e de condições” para os alunos devido a obras de renovação do edifício que ainda decorrem.

De opinião contrária é Orlando Rodrigues, vereador da Educação da Câmara de Valongo que diz que “a única limitação é que o recreio da escola tem uma capacidade menor durante algum tempo”.

Para um dos pais, citado por vários órgãos de comunicação, “desta forma, não há segurança nem condições para as poderem brincar livremente no recreio exterior”.  

As obras já deveriam ter terminado na passada semana, mas houve um atraso por parte do empreiteiro. Dizem os pais aos media que “o arranque das aulas decorreu normalmente, tendo em conta as alterações feitas nos últimos dias

[vedação sólida à volta de toda a obra]

mas, mesmo assim, deixa muito a desejar porque, neste momento, estou a olhar para um trabalhador que ninguém conhece e que não devia estar dentro de uma escola com acesso a crianças pequeníssimas”, acrescenta o mesmo pai. Já o vereador da Educação da Câmara de Valongo, Orlando Rodrigues, garante que “a segurança das crianças está salvaguardada. Colocámos uma rede a isolar o local da obra do local do recreio, não há acesso das crianças à zona da obra, não há perigo para nenhuma criança, nem para os professores, nem para os funcionários”, refere o vereador valonguense.

Os pais defendem que o início do ano lectivo deveria ter sido adiado, pelo menos oito dias, ou, em alternativa, que as crianças tivessem sido distribuídas por outros estabelecimentos de ensino, até que se reunissem “condições suficientemente razoáveis para poderem estar em segurança”.

Os pais consideram que a vedação da zona dos andaimes é “uma medida claramente insuficiente”, além de ter deixado um espaço exíguo para o recreio os alunos”. As obras de renovação do edifício da Escola da Ilha decorreram durante os meses de Julho e Agosto e deveriam estar concluídas no início do ano lectivo. Segundo o vereador, o estabelecimento de ensino já não tinha obras há muitos anos, pelo que “era necessário fazer uma requalificação completa do edifício”.

“A obra, que deveria de ser feita durante as férias escolares, começou no início de Julho. Houve algum atraso por parte do empreiteiro, durante uns quinze dias, mas está agora no andamento normal”, adiantou Orlando Rodrigues, segundo o qual “a quase totalidade do recreio ficará disponível para as cerca de 120 crianças dentro de 15 dias e dentro de um mês a obra ficará concluída”. Já o adiamento do início do ano escolar ou uma eventual distribuição dos alunos por outras escolas “não fazia qualquer sentido”.

“Os alunos têm condições para o trabalho e para a actividade lectiva, porque o interior da escola está totalmente requalificado. Só falta uma parte do exterior para requalificar, mas estamos a falar de um período de apenas 15 dias”, salientou.

Texto: JNR e Publico

Foto: JNR