Valongouro comemorou 20 anos a trabalhar a filigrana

Como prenda de vinte anos de atividade, empresa valonguense de ourivesaria certificada

Valongouro exporta 75% da sua produção em filigrana

A Valongouro, Ourivesaria, Lda é uma empresa valonguense. Fundada em 1999, pelas mãos de Antero Almeida e a sua esposa, o negócio familiar, no ramo da ourivesaria, nasce mais vocacionado para a venda ao público, mas foi evoluindo para a área industrial. Antero acumula uma vasta experiência na área e aquilo que seria um negócio de proporção familiar logo ganha outros contornos. Com múltiplos serviços e equipamento sofisticado, a empresa responde aos clientes com selo de qualidade. E agora surgiu a cereja no topo do bolo, com a certificação. São atualmente 20 as empresas portuguesas certificadas na área da filigrana, sendo a Valongouro uma delas.

A Valongouro tem atualmente 13 funcionários, mas continua a ser Antero Almeida o principal responsável pelo design e criação de coleções e peças.

Em declarações ao Jornal Novo Regional, Antero Almeida, afirma estar ligado há mais de 30 anos à ourivesaria e sobre a Valongouro refere ter “iniciado como uma pequena empresa familiar e pouco a pouco fui-me virando para a indústria e hoje somos uma empresa vocacionada para a filigrana e alta joalharia também. Temos uma tecnologia de ponta, com as melhores condições. Trabalhamos essencialmente para empresas internacionais”.

O boom da Valongouro aconteceu em 2004, aquando do Campeonato Europeu de Futebol em Portugal. “Passaram pela nossa fábrica 90% das peças personalizadas relativas ao Euro e tivemos necessidade de ir adquirindo máquinas. Fizemos desde troféus, lembranças de bancos, pequenas lembranças do evento e outras”.

Sobre algumas das peças icónicas já produzidas pela Valongouro, Antero Almeida diz que “a partir da filigrana pedimos o que o cliente nos pede. Fazemos guitarras clássicas, fazemos espelhos de um metro, insetos, réplicas de monumentos, fazemos tudo”.

No que se refere a peças pequenas, o que sai mais são os corações, refere Antero Almeida, que afirma ser o Japão um dos principais destinos deste objeto.

Sobre o futuro, Antero Almeida refere que espera continuar a exportar. Durante o ano de 2019 a Valongouro vai exportar para 20 países, sendo a taxa de exportação atual de cerca de 75%, o que mostra bem a importância desta empresa no que se refere ao PIB do concelho de Valongo. Atualmente tem havido uma maior procura dos países árabes, nomeadamente o Dubai.

Ainda em relação à exportação e colocado perante a questão da promoção, o responsável da Valongouro disse ao JNR que “nunca saí de cá. Os clientes é que me procuram, as peças vão para o estrangeiro, os clientes descobrem onde são feitas e contactam-nos. Nunca precisei de ir fazer divulgação para o estrangeiro”.

Com estes vinte anos de Valongouro, o empresário valonguense afirma-se feliz com o que faz e conclui dizendo que “quem me quiser ver, é vir aqui das oito à meia-noite e isto diz tudo”.

texto Fernanda Cruz

foto Nuno Sousa