RIR é nome do Partido do Tino

Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans e antigo candidato às últimas eleições presidenciais e anteriormente às Câmaras de Valongo e Penafiel, entregou esta terça-feira no Tribunal Constitucional as assinaturas necessárias para iniciar o processo de formalização enquanto partido do RIR — Reagir, Incluir, Reciclar, um “partido 360”, com o objetivo de ir a votos.

Além das “cerca de 11 mil assinaturas, Tino de Rans, que é natural de Rans (Penafiel) mas reside em Valongo, entregou no Tribunal Constitucional (TC) os estatutos e a declaração de princípios exigidas por lei para formalizar a constituição de um novo partido.

Tino de Rans disse que todas as assinaturas foram recolhidas a “calcar terreno, a romper solas, por uma questão de princípio”, dado que “o mínimo que um político pode fazer é ir à rua”.

Quando concorreu à Presidência da República, “Tino de Rans” conseguiu 152.094 votos (3,28%), o que lhe valeu o sexto lugar na eleição ganha por Marcelo Rebelo de Sousa.

Na declaração de princípios, o RIR assume-se como “humanista, pacifista, ambientalista, europeísta e universal, com o grande propósito de aproximar eleitores e eleitos, através de uma real e efetiva aproximação dos políticos aos cidadãos, devolvendo à política a sua missão de serviço público em defesa do bem comum e defesa da democracia”.

Num ano em que se disputam três eleições — europeias, regionais na Madeira e legislativas — este é “um partido para ir a votos”, sublinhou.

Apontando que “os votos chegam para todos, embora haja gente” preocupada com isso, Vitorino Silva registou que o RIR “é um partido igual a todos os outros” e, por isso, “no dia das eleições o quadradinho vai ser do mesmo tamanho”.

Sobre os objetivos eleitorais, o antigo candidato apontou que tem de “respeitar os tempos do Tribunal Constitucional” e salientou que, “neste momento, é um passo de cada vez”.

Na opinião de Tino de Rans, as pessoas “estão fartas de verem os políticos distantes, andarem de vidros fumados”, considerando que “quem deu esse grande exemplo que é possível um político descer ao povo, abrir os vidros”, foi o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.