Mais de 600 livros e 180 tablets oferecidos pela Câmara de Valongo às escolas

A Câmara Municipal de Valongo formalizou na manhã desta quarta-feira a entrega de 621 livros e 180 equipamentos informáticos – tablets – aos 6 agrupamentos de escolas do concelho. Esta iniciativa insere-se no projeto de combate ao insucesso escolar «MAIS VAL – Melhores Aprendizagens, Inovação e Sucesso em Valongo», que tem a promoção das competências da leitura como um dos seus eixos estratégicos e como principais objetivos diminuir em 12% a percentagem de alunos com pelo menos uma negativa no 2.º ciclo do ensino básico, bem como reduzir em 26% as taxas de retenção no 1.º e 2.º ciclos.
Neste sentido, o município adquiriu 180 tablets, para os seis agrupamentos, permitindo que cada agrupamento disponha de um kit de 28 tablets. Esta aquisição teve um custo de cerca de 60.000€, alvo de financiamento comunitário, e será complementada com a criação, ainda durante o presente ano letivo, de uma sala de aula de futuro em cada Escola Básica do 1.º ciclo do concelho.

No âmbito do Projeto MAIS VAL – Melhores Aprendizagens, Inovação e Sucesso em Valongo, verificou-se que a aquisição de equipamentos informáticos – tablets –  é imprescindível para a execução de novas metodologias educacionais e pedagógicas. É o caso da utilização da plataforma educativa Ainda Estou a Aprender, para crianças com Dificuldades de Aprendizagem da Leitura, integrada na Ação VALer: Valongo a Ler, em que a utilização de tablets é fundamental.

Além dos tablets, foram entregues também livros para as Bibliotecas Escolares das 38 escolas localizadas no Concelho, desde a Educação Pré-Escolar ao Ensino Secundário, adquiridos pelo Município de Valongo com o objetivo de contribuir para o aumento do fundo documental das Bibliotecas Escolares. Esta aquisição teve por base o levantamento de necessidades junto das direções dos 6 Agrupamentos de Escolas, tendo sido atribuído um valor de 200€ por escola, o que traduziu a duplicação do valor por escola em relação ao ano letivo anterior, bem como um aumento do n.º de escolas abrangidas, pois em 2017/2018 foram adquiridos livros para as Bibliotecas das Escolas com Educação Pré-Escolar e 1.º Ciclo. No total, foram adquiridos 621 exemplares, que se traduziu num investimento de cerca de 6000€ (5.912,89€), face aos 256 exemplares e 2300€ despendidos no ano letivo anterior.

Na sessão José Manuel Ribeiro disse que “as pessoas que lêem têm mais conhecimento e estão com vantagem face a quem não lê. Todos juntos conseguimos fazer com que as nossas crianças concretizem os seu sonhos”.

Para Álvaro Pereira, diretor do Agrupamento de Escolas de Ermesinde, esta aposta na vertente multimédia “é importante já que nas escolas do ensino básico já se está a dar a vertente de introdução à informática.”

No que se refere à oferta de livros, Álvaro Pereira afirmou ao JNR que “é importante dotar as bibliotecas de mais livros. Na Secundária de Ermesinde, a biblioteca já tem um bom espólio, mas nas escolas do ensino básico ainda há alguma carência”. O responsável salientou o caso de uma escola que não tem biblioteca própria, mas onde “as requisições atingem as centenas de livros por ano”.

Quanto ao projeto “MAIS VAL”, o presidente da autarquia valonguense afirmou orgulhar-se dele porque “de forma muito simples visa não deixar ninguém para trás. Temos de combater o insucesso e abandono escolar e atuamos na primeira fase de aprendizagem dos meninos”, salienta o autarca, frisando que “só com um investimento robusto na promoção da leitura nas escolas é possível alcançar as metas ambiciosas deste projeto”.

“É nossa obrigação garantir o acesso à leitura e remover o obstáculo monetário. Queremos que também nas nossas escolas ler não custe nada. Um leitor ativo é uma pessoa que também se envolve de forma diferente na vida em comunidade”, considera José Manuel Ribeiro, salientando que esta aposta na compra de novos livros também está a ser feita na Biblioteca e nos Polos de Leitura Municipais tem resultados muito positivos, pois em quatro anos o número de leitores triplicou, superando atualmente os 10.000 inscritos.

“Desde 2014 que temos vindo a investir muito na promoção da leitura, porque entendemos que ler faz-nos saber mais, sentir mais e sermos mais plenos como pessoas, como cidadãos. Passamos a ter, nas nossas bibliotecas, condições para, à medida que nos vão sendo pedidas novas publicações, podermos comprá-las”, refere o autarca.