Atraso nas obras da Ponte de Cabeda: Junta de Alfena acusa Câmara de Valongo. Câmara justifica com imprevistos e com responsabilidades do empreiteiro

O atraso nas obras de requalificação e alargamento da Ponte de Cabeda em Alfena, motivou mais um comunicado da Junta de Freguesia Alfenense, acusando a Câmara de Valongo. Refere o comunicado, assinado pelo presidente  Arnaldo Soares, que “em causa está uma obra que começou em junho de 2017, com um prazo de execução de 150 dias e, passados 10 meses ainda não terminou”. O autarca lamenta a falta de informação da Câmara aos moradores afetados dizendo lamentar ainda que o presidente da Câmara de Valongo não se desloque ao terreno para “dar a cara.

No comunicado é feito o historial da intervenção, sendo referido que no dia 21 de junho de 2017, a Câmara Municipal de Valongo interrompeu a circulação no troço da rua de S. Vicente, entre o cruzamento de Cabeda e a Capela Nossa Senhora da Paz, para realizar obras de requalificação e alargamento da ponte.

Diz a nota da junta que “a obra é necessária e a junta de freguesia de Alfena há muito que a reivindica. No entanto passaram-se 10 meses e a obra nesta via estruturante da cidade não está concluída. Depois de muita insistência por parte da nossa parte, a Câmara de Valongo reuniu com a Junta de Freguesia de Alfena, alguns moradores e comerciantes do lugar Reguengo e ficou a promessa de que a abertura do trânsito, na ponte de Cabeda, iria acontecer até 31 de Março, o que não aconteceu. É uma situação dramática para o comércio local, que se vê completamente isolado e abandonado. Os dois restaurantes que ficam na zona perderam muitos clientes, na hora do almoço, porque o desvio, de cerca de 3 km, tornou-se incomportável.  As filas de trânsito são intermináveis porque a circulação faz-se pela rua Manuel Bento Júnior, onde está instalado o Hospital Privado de Alfena, que, por norma, já tem muito trânsito, durante o dia”.

Entretanto, por parte da Câmara de Valongo, o vereador com o pelouro das Obras, Paulo Esteves Ferreira, fala de “acontecimentos inesperados, como por exemplo o rebentamento de uma conduta, que obrigou a alteração do projeto e consequente atraso”. O vereador refere ainda ter existido uma falta de resposta do empreiteiro, que está a ser multado diariamente por falhar prazos.

Uma alteração de empreiteiro chegou a estar em cima da mesa, mas Paulo Esteves Ferreira afirmou ao JNR que “essa iria ser uma má decisão, porque iria atrasar em mais alguns meses a obra e ninguém perceberia isso”.

Sobre a retoma do trânsito, o autarca espera que as condições meteorológicas, que têm sido adversas, permitam a colocação do betuminoso nas próximas semanas para que os veículos possam, no mais curto espaço de tempo, atravessar a ponte.

Acerca dos prejuízos dos comerciantes afetados, Paulo Esteves Ferreira refere que “a Câmara está solidária com a população e os comerciantes locais, que são aqueles que estão a sofrer mais com estes atrasos. Esta obra foi solicitada pela Junta de Freguesia e na altura reconhecemos que era importante para a população e para melhorar as condições de mobilidade naquela zona. Algum do comércio que está agora a ser prejudicado com o atraso será beneficiado com o estacionamento que será criado. Apesar de ser uma obra da Câmara, não temos culpa direta neste atraso porque que nos dera que ela já estivesse concluída. Não queremos o prejuízo da população, muito pelo contrário. Trabalhamos todos os dias com a missão de serviço público e para dar melhores condições à comunidade. Por isso é que avançamos com esta obra, mas infelizmente aconteceram vários imprevistos, além de um empreiteiro que demonstra pouca capacidade em resolver problemas e desenvolver a obra no ritmo esperado e contratado”.

 

Foto: Junta Alfena

 

 

 

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