Queixa contra alegados maus tratos psicológicos sobre utente do Centro de Dia Mutualista por parte de presidente e funcionária

Os familiares de uma utente do Centro de Dia da Associação de Socorros Mútuos e Fúnebre do Concelho de Valongo, apresentaram queixa na PSP, contra o presidente da instituição, Fernando Santos, e uma familiar direta do mesmo, funcionária do Centro, por “alegados” maus tratos psicológicos perpetrados contra a utente em causa. Ao mesmo tempo acusam o referido dirigente de ultrapassar os seus  poderes, suspendendo a utente, sem que a direção (órgão colegial que tem poderes para este tipo de decisões) tenha sido ouvida e contra o parecer da própria diretora técnica do Centro.

O JNR ouviu Rosa Maria, filha da utente em causa, Cândida Cruz, de 76 anos (as duas na foto). Para a familiar da utente tudo terá começado com “a proibição, decretada pela funcionária familiar do presidente, da utente ajudar a levantar a louça da mesa”. Esta decisão terá provocado uma troca de palavras, que levou à decisão da suspensão por parte do presidente. Para a familiar “a comunicação da decisão teria de explicar as razões da mesma e não explica”, como se pode ler na reprodução da mesma, que publicamos em baixo.

A situação poderia ter causado problemas ainda maiores, já que no dia 1 de setembro, quando os familiares foram levar a utente ao Centro (já que a suspensão seria até final do mês), enquanto Cândida Cruz, estava à espera da diretora, a funcionária contactou com o pai (presidente da instituição) que, alegadamente proibiu a utente de entrar nas instalações. Nesse período não foi servido pequeno almoço nem almoço à utente, cujos familiares a foram recolher e a levaram ao Hospital de S. João, devido a dores no peito. Refere Rosa Maria que “eles sabiam perfeitamente que a minha mãe tinha sofrido um AVC e era doente de risco. Foi um tratamento desumano e isto tem que ter consequências. Para deixar a minha mãe voltar ao Centro o presidente queria que retirássemos a queixa, mas isso não vai acontecer, até para evitar situações futuras. Não temos razão de queixa dos restantes funcionários e o Centro tem boas condições. A minha mãe ficava toda contente com as atividades de animação desenvolvidas e a entidade é uma mais valia para Valongo, não pode é continuar a ser gerida desta forma, com o responsável a misturar as questões familiares com as do centro. E pelo que sei, sem que a restante direção tenha sido ouvida ou achada e indo contra a opinião de quem tem competências técnicas para gerir o espaço que é a diretora técnica”.

Recorde-se que dia 15 de setembro vai decorrer uma Assembleia Geral da Associação de Socorros Mútuos, onde o único ponto da ordem de trabalhos é a destituição do presidente da instituição, sendo a questão da tomada de decisões por parte do Presidente sem consultar a restante direção, um dos motivos.