Trabalhadores do armazém Minipreço de Valongo em greve

Metade dos trabalhadores do armazém de Valongo (Rua do Negral, Campo) dos Supermercados Dia/Minipreço estiveram ontem em greve, numa ação que prossegue este sábado.

Durante as primeiras horas da manhã de ontem a entrada de camiões no espaço foi impedida pelo piquete e mesmo o trânsito na estrada foi condicionado durante o dia, devido à presença de dezenas de camiões e à concentração dos trabalhadores.

As iniciativas integram-se num conjunto de ações de protesto que abrangem os armazéns e as lojas da cadeia Dia Portugal Supermercados (lojas Dia/Minipreço e Clarel) para lutar contra a discriminação salarial e o assédio moral que o sindicato diz existir nas unidades da empresa.

Até agora, segundo Pedro Ramalho, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, ligado à CGTP, não foi possível chegar a um entendimento com a empresa Dia Portugal Supermercados e, se assim continuar, “a luta mantém-se e vão ser definidas formas” para concretizá-la.

Além da paralisação nas lojas, o CESP organizou ao longo de vários dias greves e concentrações nos vários armazéns da Dia Portugal Supermercados, em Vialonga (Alverca), Valongo (Porto) e Zibreira (Torres Novas).

A greve foi convocada pelo CESP que acusa a cadeia das lojas Dia/Minipreço e Clarel de “discriminação salarial”, considerando que “continua a haver diferenças salariais gritantes entre trabalhadores com a mesma categoria profissional e antiguidade”.

O sindicato fala ainda de “situações de assédio moral” no grupo de supermercados, onde diz existirem constantes ameaças de despedimento, tentativas de impedimento da conciliação da vida familiar com a vida profissional, limitação do direito à greve, abusos de autoridade e ameaças de alterações de horários e de transferência de local de trabalho.

O Minipreço tem “mais de 575 lojas” e três armazéns.